terça-feira, fevereiro 25, 2020

Ciao!





Meu primeiro contato com a autora foi o livro A indomável Sofia, se ainda não leu, leia, é muito bom. Prometi que leria outros e finalmente chegou a hora!

Ovelha Negra – Georgette Heyer – Record
(Black sheep - 1966)
Personagens: senhorita Abigail Wendover e Miles Calverleigh

A temporada em Bath prometia. Stacy Calverleigh havia se encantado pela jovem herdeira Fanny Wendover, o que não era bem visto pelo tutor nem por uma das tias responsáveis por ela, Abby. Ela quer encontrar uma forma de impedir uma catástrofe para a reputação da garota, mas não encontra um aliado em Miles, tio de Stacy e a ovelha negra dos Calverleigh. Em meio a tramoias, intrigas, fofocas e às normas sociais, será que pode surgir um amor de verdade?

Comentários:

- Eu adoro o jeito como as histórias de Georgette Heyer são narradas. Há momentos em que a gente acompanha o fluxo dos pensamentos dos personagens, sem ser em primeira pessoa. Percebemos aqueles detalhes que os tornam únicos. Vemos que nem todos são românticos que enxergam o mundo apenas em cor de rosa e ainda podemos dar boas risadas da forma como as tramas se entrelaçam. 
- Não sou insensível - replicou Abby, irritada - Estou profundamente tocada... por um forte desejo de dar a Fanny a maior surra de sua vida! E a daria, se não temesse que isso fosse encorajá-la em sua crença de ser uma heroína perseguida!
- Neste caso, temos a protagonista, Abigail “Abby” Wendover, às voltas com a “primeira grande paixão” da sobrinha, Fanny. A jovem estava tão cega de amor que seria capaz de fazer uma estupidez se a relação com Stacy fosse proibida. Abby tinha certeza de que o casal não teria a permissão, por mais que o rapaz tivesse encantado Selina, a tia que sempre sofria de diferentes males.
- Vejo que falar com o senhor é o mesmo que falar com uma porta!- Como a senhora fala coisas estranhas! Acha que portas são menos dadas a respostas do que enguia? 
- Então, um dia, ao encontrar Calverleigh em um hotel caro de Bath largou as convenções de lado e foi dizer a ele tudo que pensava sobre o relacionamento... E, surpresa, estava gastando todos os argumentos com o Calverleigh errado. Miles tinha sido exilado na Índia pelos parentes após um escândalo, nem se lembrava do sobrinho e não estava disposto a interferir para impedir a provável desgraça do nome de Fanny.

- A partir disso, temos a narrativa de como esta confusão se desenrola. Abby não é a protagonista desesperada para se casar mesmo na “avançada” (para os padrões da época) idade de 28 anos. Ela é observadora, inteligente, sabe como desmontar uma retórica feita para fazer mentes menos preparadas suspirarem. E tinha a confiança da sobrinha. Justamente, por isso, entendia que entrar em confronto não era a melhor alternativa.

- E ganha em Miles um parceiro não tão afeito a se envolver. A sensação que a gente tem é de que, passado o arroubo da juventude que o fez ser despachado para Índia, ele voltou à terra natal sem pretensões. E quando percebeu a tramoia do sobrinho, ficou pra ver o tamanho da confusão que daria. Os diálogos dele com Abby são ótimos, um duelo de quem é mais atento ao redor que o outro mesmo sabendo o impacto que os dois juntos, uma inusitada combinação, poderia causar na sociedade (fuxiqueira) de Bath.
- [...] Estou tentando decidir se a amo mais quando é perspicaz ou quando é uma boba.  
- Gostoso, divertido, apaixonado, com momentos surpreendentes e outros que a gente torce para que aconteçam, é uma delícia de ler. Definitivamente, preciso aumentar a minha coleção da autora, porque eu me divirto com as confusões que as heroínas dela precisam resolver em um mundo que não está preparado para jovens mulheres que sabem pensar.


Bacci!!!

Beta

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Ciao!!!

Disponível na Amazon



“Sabe por que eu o admiro, Newt? Talvez mais do que a qualquer homem que eu conheça? Você não está atrás de poder ou popularidade. Simplesmente pergunta, esta é a coisa certa? Se for, então você faz a qualquer custo”.

Hoje é aniversário do meu sardento lufano favorito!
Então, hora de ler a segunda parte da cinessérie. Em um livro lindo, com design refinado e caprichado, enquanto espero por Animais Fantásticos 3, que desembarca no Brasil no ano que vem (pena que deve ser um Brasil made in estúdios na Inglaterra. Adoraria me candidatar pra ser figurante no filme)...

Animais Fantásticos: Os crimes de Grindelwald o roteiro original – J.K. Rowling – Rocco
(2020)
Personagens: Newt Scamander, Albus Dumbledore, Geralt Grindelwald e outros

1927: O mundo ainda está instável, mesmo após a prisão de Grindelwald. E as coisas pioram quando ele consegue fugir. Newt está proibido de deixar a Inglaterra. Dumbledore está sob vigilância. A notícia de que Credence pode ser o filho citado em uma profecia faz com que todos vão para Paris atrás dele. É um momento que vai exigir que os personagens tomem decisões – e assumam as consequências.

Comentários:

“Um filho cruelmente banido,O desespero da filha,
Retorna, o grande vingadorCom asas da água”

- Só mesmo o povo da Macusa e dos governos bruxos europeus acharam que conseguiriam conter Grindelwald... Ele deu um jeito de fugir e de colocar em andamento o plano para que os bruxos de sangue puro dominassem todo o mundo.

- Meses depois de lançar o livro “Animais Fantásticos e onde habitam”, Newt está às voltas com a proibição do Ministério da Magia de viajar para fora do país. Querem que se torne um auror e vá a Paris caçar Credence, que não morreu no confronto em Nova York. Mas ele se recusa a tomar um lado nesta situação. O que o surpreende é receber o mesmo pedido de Dumbledore – embora Newt não é tão ingênuo e perceba que o professor o está usando na disputa contra Grindelwald.

- No entanto, o que realmente empurra Newt pra Paris é saber que Tina está lá. E descobre isso após uma inesperada e confusa visita de Jacob – enfeitiçado – e de Queenie – desesperada. Os dois não podem ficar juntos por serem quem são e ela não está disposta a abrir mão dele. Só não encontra apoio e toma uma atitude que muda o curso da história dela.

“O arrependimento é meu companheiro constante. Não permita que se torne o seu”

- Por outro lado, temos Newt às voltas com o que sente (ou pensa que sente) por Leta, a noiva do irmão. Ele será padrinho dos dois. O passado de Leta Lestrange é um dos pontos da trama. Aos poucos vamos entendendo o tamanho do peso, da solidão, da amargura que ela carregou a vida inteira. Percebemos que nem a ligação dela com os irmãos Scamander – ser amada por Theseu e compreendida por Newt – conseguiu aliviar esse fardo.

- E Credence está em Paris em busca de informações sobre a própria origem. Quer encontrar a mãe. Quer entender por que foi entregue para ser criado pela sra. Barebone. E o caminho o leva para perto de algo totalmente inesperado – exceto por um personagem, que aguarda ansiosamente por isso.

- A sensação que tive, depois de ver o filme e ler o roteiro, é de que a história é um jogo de xadrez entre Dumbledore e Grindelwald. Por se conhecerem muito bem, os dois possuem uma noção muito mais ampla do quadro, do que está em jogo e da importância de tentar neutralizar o adversário. Grindelwald diz isso com todas as letras em uma das cenas em Paris.

- Aliás, o discurso de Grindelwald na cena clímax é de causar calafrios. Porque, por mais que tenha sido dito em uma cena de ficção, ele tem origens fortemente fundamentadas no mundo real. A gente vê pessoas reais e atuais bem claramente no antagonista. Uma sensação de história se repetindo não muito agradável.

“Ah, Newt. Você jamais conheceu um monstro que não pudesse amar”

- Os demais personagens se movem no escuro, captando pistas e informações, especialmente Newt e os aliados, em uma corrida para tentar minimizar o impacto das ações de Grindelwald e das reações a ele, que podem colocar tudo a perder.

- E Newt segue montando quebra-cabeças, tentando se aproximar de Tina e sendo atrapalhado por mal entendidos, protegendo quem ele considera que precisa e se envolvendo cada vez mais na situação.

- Testemunhamos nesta segunda parte muitas referências, perdas, confusão, manipulações, sacrifícios, reviravoltas inesperadas – confesso que tanto tempo depois de ver o filme, ainda não consigo compreender totalmente o impacto da última cena. O fato é que tem muita água ainda pra correr debaixo dessa ponte. As experiências anteriores com a J. K. Rowling comprovam isso. O jeito é esperar o que vem nas próximas partes.

Animais Fantásticos
Animais Fantásticos: Os crimes de Grindelwald


Bacci!!!

Beta

domingo, fevereiro 23, 2020

Ciao!



Eu vi esta tag no Sempre Romântica, da Leninha. Gostei da proposta e peguei pra cá! Divirtam-se!!!

1. Em época de Black Friday, quem tem dinheiro é rei: Um livro que você adquiriu na Black Friday.
A biografia do Leonardo da Vinci escrita por Walter Isaacson. Foram meses investigando, acompanhando o preço e quando vi que a promoção era imperdível, comprei!

2. Livro da onça: Um livro que você achou que era bom, mas te enganou direitinho.
A série Outlander. Eu tentei, mas, definitivamente, não me adaptei ao estilo de narrativa da Diana Gabaldon. E olha que eu sou uma pessoa prolixa, mas ela ganhou disparado na categoria “dispersar a minha atenção do que está acontecendo no livro a ponto de me perder na história”
3. Filho de leitor, leitor é: Um livro que você passaria para seus filhos.
Provavelmente quando eu tiver meus filhos e/ou filhas eu mesma irei ler O Patinho Feio e Aladdin para eles. E quando estiverem maiores, com certeza, O Pequeno Príncipe e a série Harry Potter entrarão na lista deles.
4. É lendo que se recebe: Um livro que você ganhou de alguém.
No meu aniversário em 2019, ganhei Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, de presente da minha amiga Patrícia.
5. Leitor escaldado tem medo de livro hypado: Um hype que você tem medo de se decepcionar.
Eu estou enrolando com medo de ler a Série Inferno de Gabriel. Eu já tentei começar, mas sempre desisti na última hora. Adorei a Noites em Florença, do mesmo autor. Vamos ver se a versão para a Passionflix me anima a superar o medo.

6. Cada leitor no seu galho: Um livro que muitos criticam, mas você continua amando e não está nem aí para o que os outros dizem.
Não me lembro de um livro específico, mas sempre ocorreu com os romances de banca. Perdi a conta de quantas vezes ouvi o “você lê isso?!” e optei por ignorar porque ninguém tem nada a ver com o que leio.

7. Livro dado não se olha o gênero: Um livro que você ganhou, mas não faz muito seu gênero.
Geralmente as pessoas acertam os autores que gosto, então não me recordo de ganhar livros de que não gosto.

8. Livro mole em mente dura, tanto bate até que fura: Um livro que por muito tempo ficou parado na sua estante, até que finalmente você o pegou para ler.
Melhor que a encomenda, Lauren Blakely. Eu não estava em uma fase boa, portanto ele ficou esperando. Quando comecei não consegui parar de ler.

9. De livro em livro o leitor enche a estante: Um dos primeiros livros que compuseram a sua estante. (Não precisa ser exato).
Os primeiros que ganhei foram contos de fadas: João e Maria, Chapeuzinho Vermelho, O Patinho Feio, Os 3 Porquinhos. Entre os primeiros que comprei está Aventuras do Império do Sol, de Sylvia Cintra Franco, da Coleção Vaga-Lume.
10. Leitura pouca é bobagem: Um mês em que você leu muito.
Ah, já teve tempo de ler mais de 15 livros no mês. No entanto, agora, fico feliz se conseguir ler 6.

11. As páginas caem, o livro fica: Um livro que as páginas despencaram, ou estão quase lá.
Definitivamente, A vida secreta de Mona Lisa, Pierre La Mure.
12. Cada leitor com a sua mania: Uma mania literária que você desenvolveu.
Dar livros de presente. Se for criança, então, nem considero outra opção. Cheirar o livro novo – por isso adoro comprar o físico. E ter um marcador para cada livro, tenho vários aqui em casa só pra isso.

Bacci!!!

Beta

sábado, fevereiro 22, 2020

Ciao!

Disponível na Amazon 

Como agora – oficialmente – muitos brasileiros estão se divertindo em bloquinhos, blocões, escolas de samba ou indo atrás de trios elétricos, por que não um conto sobre o imponderável em ação justamente durante a folia?

Feitiço de Carnaval – Marianna Leão
(2020)
Personagens: Sophia, Rodrigo e uma missão impossível durante o carnaval

Coagida pela mãe, Sophia teve que abrir mão do plano de sossego e de leitura durante o carnaval para ir a um baile carnavalesco com as amigas. Como as coisas sempre podem piorar, ela encontrou o último ser que pretendia ver na folia, Rodrigo. E esse foi o ponto de partida para um carnaval que revelaria o verdadeiro “eu” de cada um... além de colocá-los numa corrida contra o tempo.

Comentários:

- Pelo bem do desenvolvimento da filha, que deixou de gostar da folia, a mãe de Sophia arrumou uma forma de obrigá-la a ir a um baile onde estariam as amigas. A garota tinha certeza de que poderia aguentar algumas horas em um evento social com a provável presença de gente que ela não estava a fim de encontrar, para depois ter paz suficiente para curtir os livros de mitologia grega e maratonar as séries que queria.

O que eu tenho que fazer pra ele entender que a única coisa que eu quero dele é distância?

- A falta de paciência com o embuste fez Sophia e Rodrigo precisarem substituir as fantasias que usavam. E a partir daí, algo totalmente imprevisto surge no caminho deles forçando os dois a descobrirem formas de trabalharem juntos para conseguirem resolver o mistério e a vida voltar ao normal.

Minhas fantasias são especiais, sabe? Elas revelam o verdadeiro “eu” de quem as veste.

- A história é curta, rápida, no ritmo da folia e da corrida contra o tempo que os personagens estão enfrentando. Eles precisam resolver o problema que surgiu entre eles. O agravante é que nem sempre a distância é a melhor solução. Então, a vida/o destino interveio para forçar Sophia a lidar com a quebra da fé que sofreu após ter encontrado Rodrigo há três carnavais.

- E nem sempre nosso verdadeiro eu dialoga com as nossas atitudes, né? E nem sempre a gente vai se orgulhar dele. Será um carnaval confuso, complexo, maluco, imprevisível, mas bem revelador de quem Sophia e Rodrigo são e se tornaram ao longo das folias da vida.


Bacci!!!

Beta

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Ciao! 

Disponível na Amazon 

Demorei um pouquinho, mas finalmente consegui ler o próximo livro da série de short stories escrita pela Flavinha e pelo Jhonatas. Esta tem um reencontro explosivo e que deixa muitas perguntas no ar.

Uma noite para recordar – Flávia Cunha e Jhonatas Nilson (Four Up 2)
(2016)
Personagens: Eve Laeson e sheik Mihran Qudamah Mazin

O sultão de Al-Mazin enfrentava um período de dor e luto, quando encontrou Eve Laeson pela primeira vez. O que era para ser apenas algo único e religado ao passado, se revelou algo ainda muito impactante e importante ao ponto de quebrar as defesas de ambos, quando se reencontraram quatro anos depois.

Comentários:

- O gancho para esta história já apareceu na série. Por isso, o Jhonatas vai direto ao ponto, a trama começa 4 anos antes do final do primeiro livro, quando Eve e Mihran se viram pela primeira vez.

- Ele era o príncipe herdeiro que assumiria o trono. Um líder respeitado, com conduta acima de qualquer julgamento. No entanto, vivia um momento complicado: a perda do pai, de quem era muito próximo. E mesmo assim, manteve os compromissos oficiais porque era o que se esperava dele.

- Neste evento, com presença de milionários e acompanhantes, conheceu Eve Laeson. Melhor, ela o encontrou em um instante privado. E ao contrário dele, era a ex-estrela infanto-juvenil que se envolveu em vários problemas e escândalos. Agora, estava recomeçando a vida, disposta a deixar o passado para trás e construiu um futuro positivo e saudável.

- O preconceito causa uma péssima primeira impressão. E a atração que surgiu de forma inesperada, resolveu o impasse. Não seria nada para ter futuro. Apenas uma noite, antes de que ambos começassem as novas vidas que os esperavam.

- No entanto, o reencontro no leilão beneficente para a construção de uma nova ala no hospital colocou os dois frente e a frente. E mostrou que nem Eve nem Mihran deixaram completamente para trás o encontro secreto em Al-Mazin. Portanto, o sheik decidiu que era hora de acertar as coisas entre eles. Mas será que Eve o aceitaria na vida que construiu?

Série Four Up
1 - Depois da Meia-Noite - Gregory Marsh e Julie Hartley
2 - Uma Noite Para Recordar - Mihran Qudamah Mazin e Eve Laeson
3 - Uma Noite de Amor - Sean Kidman e Rose Sorenson
4 - Promessas de Uma Noite - Antony Disalvatore e Sophie Berkshire

- Links: Goodreads livro, Flavia Jhonatassite da Flávia; Facebook do JhonatasClube dos AutoresSkoobmais da Flávia e do Jhonatas no Literatura de Mulherzinha.


Bacci!!!

Beta