sábado, novembro 04, 2017

Ciao!!!



Geralmente eu tenho boas lembranças dos livros da Melanie Milburne, mas tive problemas com esta história sobre estereótipos, aparências e julgamentos...

Segredo Revelado – Melanie Milburne - Paixão 353
(Uncovering the Silvesti secret – 2013 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Bella Haverton e Edoardo Silvestri

Bella tinha perdido o pai, o direito à casa onde crescera e o acesso à herança, porque ele a deixou sob a tutela do protegido Edoardo Silvestri. Agora ela queria se casar e trabalhar em obras assistenciais, mas ele não permitia. Edoardo queria ser convencido de duas coisas: que Bella não era mais uma socialite imatura que desperdiçava dinheiro a torto e direito, sustentando os outros e que ela não sentia nenhuma atração por ele. Bella só precisaria ser bem sucedida em provar que ele estava errado...

Comentários:

“Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...

(...)

Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não.

- Juro que em vários momentos cantei a música do Djavan mentalmente durante esta leitura. O mote é bom: tutelada e tutor não se entendem. O pai de Bella morreu e deixou a herança dela sob a tutela do Edoardo, um jovem que se tornou protegido dele, praticamente um projeto de salvar uma alma que caminhava a passos largos para o crime. Graças a isso, Edoardo conseguiu foco e apoio para desenvolver a inteligência e se tornar um homem independente e bem sucedido. No momento, concentrado em cumprir a promessa de não deixar Bella ser enganada e iludida e desperdiçar a herança. Sendo um chato e desagradável, convicto de que é para o bem dela.

- O problema era que a persona pública de Bella disfarçava uma insegurança pavorosa, alimentada por infância e adolescência marcadas por relacionamentos familiares complicados. Ela é apresentada como uma criatura mimada e irresponsável logo no início do livro, o que ajuda a não simpatizar com ela. 

- Já Edoardo age como um cafajeste arrogante, o que também não ajuda a gostar dele. E a situação mal resolvida de desejo/atração/paixão entre eles vira uma lenga-lenga enorme na maior parte do livro. Uma ou outra cena “na traaaaaaave” até a decisão e aí, consequências e novo problemas na reta final. Ou seja, precisamos ter paciência para descobrir que ambos são mais do que as primeiras impressões. A autora é boa, mas não sei dizer, esta história não fluiu comigo como outros livros dela.


Bacci!!!

Beta
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