domingo, fevereiro 18, 2018

Ciao!

Disponível na Amazon
*Pausa pra gente suspirar com essa capa linda!!!*


“Ah, vou ler umas páginas pra ter uma ideia do que é...”
Três horas depois...
“COMO ASSIM ACABOU?!”

Sim, Julia Quinn fez isso comigo de novo!
E como bônus ainda me fez lembrar de um filme que eu adoro!

Mais lindo que a lua – Julia Quinn – Editora Arqueiro (Irmãs Lyndon 1)
(Everything and the moon - 2003)
Personagens: Victoria Lyndon e Robert Kemble, conde de Macclesfield

Tinha sido um caso inacreditável e intenso de amor à primeira vista. E inapropriado também, afinal de contas, quem acreditaria que o conde, filho do marquês, teria alguma intenção séria e honrada com a filha do vigário? E tudo deu muito errado. Sete anos depois, quando eles se reencontram, havia muita mágoa não resolvida entre eles. O que não facilitou as coisas quando Robert decidiu reconquistar a única garota que amou de verdade.

Comentários

- Não sei se vocês já viram o filme Peixe Grande (Big Fish), de Tim Burton. Se não viram, fica a dica. Ele nos leva por vários sentimentos em meio a um aspecto lúdico e de fantasia que não deixa de ter os pés na realidade. E, na minha humilde opinião, lá tem a cena que melhor faz a gente entender a emoção do amor à primeira vista:

“They say when you meet the love of your life, time stops, and that's true. What they don't tell you is that when it starts again, it moves extra fast to catch up” (Big Fish, 2003) 
- Robert sentiu isso quando viu Victoria. E foi conquistá-la. Confesso que, por mais que a gente tenha a intuição de que viria muita confusão pela frente (pensei na Elsa, do Frozen, lembrando que isso não era uma ideia prudente), achei tão bonitinho os dois. Você percebe que há química e sentimentos ali e já se sente comprando a briga dos dois, ao perceber o impasse que irá separá-los (não tô dando spoiler, isso consta no resumo).

- Sete anos depois quando se reencontram, há muita mágoa, porque ambos se sentiram traídos pelo outro, já que não tiveram acesso ao outro lado da história. E por uma boa parte da trama pensei que fosse encontrar o primeiro personagem masculino da Julia Quinn que eu fosse odiar. Nesta parte do livro, não tem como você concordar com as atitudes dele, ainda mais percebendo a posição precária em que Victoria se encontrava como preceptora de uma família nobre e nojenta. Mas antes que você perca a paciência com Robert, ele vai descobrir que estava muito errado e precisa se redimir. 
There's a time when a man needs to fight, and a time when he needs to accept that his destiny is lost... the ship has sailed and only a fool would continue. Truth is... I've always been a fool.” (Big Fish, 2003)
- Como quem semeia vento, colhe tempestade (diz o ditado popular), ele vai pagar por isso o restante do livro inteiro, porque Victoria não consegue confiar nele. E aí, como dizem minhas tias, “o rapaz cortou um dobrado” porque tudo que ele tenta, ela enxerga problema. Ainda mais porque está em um estágio mais seguro e mais feliz consigo mesma, após encontrar uma vocação que não a limitava. Agora, sob o cerco de Robert, Victoria se sentia intimidada, limitada e podada – o que ele não consegue entender porque quer amá-la, cuidar dela, mas não se coloca no lugar dela. Sobrou amor, mas faltou um pouco de empatia ao moço desesperadamente apaixonado.

- No mais, podemos ver como um amor à primeira vista, bruscamente interrompido, pode passar por vários perrengues na tentativa de ser retomado. A gente vê as inseguranças, atitudes precipitadas dos dois. E como o sentimento que os une também contribui pra que eles demorem a se acertar. Enquanto isso, a gente vai junto com eles, se emocionando e torcendo para que Victoria e Robert possam viver o amor que descobriram à primeira vista. Mais um acerto da Julia Quinn, êta mente, mãos e coração abençoados! Agora é esperar pela história de Ellie, a irmã da Victoria.

Irmãs Lyndon
Mais lindo que a lua Everything and the moon  Victoria Lyndon e Robert Kemble, conde de Macclesfield
Mais forte que o sol – Brighter than the sun – Ellie Lyndon e Charles Wycombe, conde de Billington


Bacci!!!

Beta
Reações:

5 comentários :

  1. Um dos aspectos que sempre me encantou em "Peixe grande" foi a relação entre Will e Sandra. Fosse nas versões jovens ou nas maduras, eles se amavam intensamente e ela o aceitava sem questionar, ao passo que o filho recalcado alimentava fantasias negativas sobre ele que prejudicaram muito que se relacionassem.

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    1. Will e Sandra, não importa em qual fase da vida, são lindos no filme. E o filho também me estressou muito!

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  2. Olá, Beta!

    Li algumas resenhas sobre a história e tem quem odiou o Robert. Isso não me impediu de desejar muito conhecê-lokkkkkkkk... Na verdade, foi justamente a opinião negativa de algumas pessoas sobre o livro que mais despertou minha curiosidade. Porque não consigo imaginar como um livro da Julia Quinn pode ser ruim. É impossível!

    E sua resenha me fez querer largar tudo o que estou lendo, correr numa livraria e adquirir a história o mais rápido possível! Porque se você, sendo uma escorpiana, compreendeu o Robert, então irei amar o livro! :D

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    1. Menina, eu passei um bom tempo pensando que eu iria odiar o Robert, mas como adoro um personagem que tem que rebolar pra conseguir ser perdoado, acabei concedendo a ele, digamos, "a média pra passar de ano".
      Mas a Victoria é fenomenal!!! Vale muito a pena, leia e depois me diga o que você achou!

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    2. Já li o livro, Beta! Fiz o que disse que faria: corri numa livraria atrás da história.kkkk...

      E posso te dizer, sem sombra de dúvidas, que amei o Robert! E a história já conquistou lugar exclusivo na minha lista de melhores do ano. Imagino que lerei muitos livros maravilhosos ao longo de 2018, mas a história de Victoria e Robert me arrebatou. Estou perdidamente apaixonada por esses dois!

      Não consegui enxergar todos os defeitos que outros leitores viram no mocinho. Perto de certos canalhas que já conheci na literatura o Robert é um anjo! Ele não fez nem metade do que certos "mocinhos" fazem e são adorados pelos leitores. Robert não é perfeito, comete erros como qualquer ser humano, mas seu amor pela Victoria é belíssimo de ver. Ele adorava o chão que ela pisava, pelo amor de Deus! Se alguém se atrevia a tocar na Victoria ele a defendia com unhas e dentes. E mesmo que a pessoa só a agredisse verbalmente já era suficiente para ele ficar furioso e desejar matar a outra pessoa. Impossível esquecer o momento no qual ele pergunta à ex-patroa da Victoria se ela sabe onde a mocinha está. A mulher diz horrores dela antes de entender que estava cometendo um erro gravíssimo. Aí, no final da conversa, ela diz que espera que aquele mal-entendido não afete a futura amizade deles. E o Robert responde que não conseguia pensar numa só razão para querer vê-la novamente em sua frente.kkkkkk... Foi incrível! Ele não estava nem aí se iria ofender "seus iguais", se alguém maltratasse a Victoria se arrependeria amargamente.

      Mesmo com raiva, pensando que ela era uma interesseira, ele se preocupava com ela. Mesmo querendo se vingar, sentia que se a magoasse estaria ferindo a si mesmo.

      Tudo bem, ele age errado ao sequestrá-la. Mas seus motivos não foram desprezíveis e ele estava bem longe de ser um psicopata ou um homem abusivo (fiquei chocada com as resenhas de algumas pessoas que viram o mocinho como um cara abusivo! Fala sério!). Ele estava tentando protegê-la, pois a Victoria estava arriscando a própria vida todos os dias, num bairro violento, por orgulho. E eles precisavam de um tempo sozinhos para se entenderem. Quando foi que ele se aproveitou do fato de tê-la em seu "poder"? Até quartos separados eles tinham. E se ela fechava uma porta para ele, nosso mocinho respeitava isso. Quando finalmente fizeram amor foi porque ela deu esse passo, o verdadeiro poder estava nas mãos dela. E se ele luta tanto pela Victoria era porque ela dizia, com cada gesto e olhar, que ainda o amava, que na verdade desejava que ele não desistisse dela.

      O amor desses dois me fascinou! Fiquei sonhando acordada com a história. E me entristece que tantas pessoas tenham visto o que não existe. As pessoas estão tão cansadas de verem violências na vida real, tão traumatizadas com isso, que agora estão vendo violência em toda parte, até em livros em que isso não existe. O irônico, porém, é que em livros realmente abusivos alguns leitores veem todo um mar de rosas. Vai entender!

      Bjs!

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