sábado, maio 12, 2018

Ciao!



Já li um livro da autora, a edição portuguesa de Todos os teus beijos. E depois de muitas recomendações – inclusive de #MadreHooligan que (óbvio) afanou o livro assim que viu pra ler antes de mim – finalmente cheguei à minha conclusão: que delícia de história!

A verdade sobre amores e duques – Laura Lee Guhrke – Harlequin
(The truth about love and dukes - 2017)
Personagens: Irene Deverill e Henry Cavanaugh, duque de Torquil

Henry se viu diante de um escândalo iminente: a mãe fugiu para se casar com um aproveitador. O nome da família não poderia ser manchado e, depois de fracassá-la em voltar atrás, encontrou a saída: forçar quem a aconselhou a resolver o problema. Assim Irene Deverill – responsável por um jornal e pela coluna da Lady Truelove – se viu enrolada com o destino de uma família aristocrática para evitar perder o que era mais importante para ela. Mas se as prioridades de ambos estivessem equivocadas?

Comentários:

- Nas palavras de #MadreHooligan: “começa muito engraçado porque os dois são muito cabeçudos e teimosos. Fica um pouco enrolado no meio, mas o final engrena e é muito bom. Tem mais?”

- Tirando a parte do “enrolado no meio”, o resto da análise eu também concordei. O livro é leve e é daqueles que se você pegar para “dar uma olhadinha nas primeiras páginas”, corre risco de ler muito mais do que espera sem perceber. 

- Temos dois personagens determinados e em universos conflitantes. O duque todo aristocrático, certinho, afeito às regras, ao status social e ao que os outros da mesma “casta” (como ele mesmo diz) iriam dizer dele e da família pela qual era responsável. A jovem editora quer mais direitos para as mulheres e ratificar o sucesso do projeto dela como forma de recuperar o império jornalístico da família, que foi dilapidado na gestão incompetente do pai.

- Os caminhos se cruzam quando a resposta da colunista à carta de uma dama que solicitava um conselho cria o impasse que está para destruir o mundo impecável da família do duque de Torquil. E Henry dá um jeito de não sofrer sozinho, pressionando Irene a resolver o “problema” que “teria ajudado a criar”.

- São dois personagens apaixonantes, por serem tão imperfeitos. A gente entende o desejo de independência de Irene, a antipatia que ela tem pelos aristocratas e a vontade de ver um projeto dela funcionar em um mundo que privilegia os homens e desconsidera as mulheres. Ao mesmo tempo, também compreende que Henry foi moldado para ser duque e não teve uma razão para ver o mundo além do título e das responsabilidades que vieram com ele.

- Adorei ver os protagonistas além de suas “fachadas”. Irene não é uma parva à espera de ser salva. Ela planeja, executa, muda de ideia, toma decisões e assume as consequências. Sinceramente, em vários momentos, gostaria de ter a coragem dela para lidar com a falência da família e proteger quem amava. Além disso, tem opiniões que precisam ser ouvidas. O duque não é um ogro, também é impulsionado por motivos nobres, mas vai aprender que o mundo nem sempre é como ele quer ou como a sociedade deseja.
Esta é a mensagem do livro – e olha que incrível – é útil até hoje.

- E amei a mãe, Harriet e as irmãs de Henry, Angela e Sarah, e a irmã de Irene, Clara. Mas não posso dizer que amei todo mundo: Carlotta merecia umas voadoras verbais. Quem é ela e se teve o que merecia, bem, vocês vão ter que ler para saber.

- Ah, sobre o outro ponto levantado por #MadreHooligan: “Tem mais?” – Claro que tem. Agora é só esperar ser lançado no Brasil...

Querida conselheira amorosa – Dear Lady Truelove
A verdade sobre amores e duques
The truth about love and dukes – Irene Deverill e Henry Cavanaugh, duque de Torquil
Thetruth about True Love – Clara Deverill e Rex Galbraith


Bacci!!!

Beta

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