domingo, maio 13, 2018

Ciao!



Eu vivo um caso de amor com a Lucinda Riley. Gosto do jeito que ela tem de encadear diferentes fases da vida dos personagens ao narrar a história deles.
E desde que eu soube que este livro seria lançado, eu fiquei interessada por uma razão bem particular.

O segredo de Helena – Lucinda Riley – Arqueiro
(The Olive Tree – 2016)
Personagens: passado e presente de Helena Beaumont

Helena estava de volta a Casa de Pandora, em Chipre, mais de 20 anos depois de ter visitado o padrinho. Agora o imóvel era dela. Só que uma parte importante de sua vida permanecia desconhecida do marido, William, e do filho mais velho, Alex. Ambos tinham curiosidade em saber, mas não conseguiam a coragem suficiente para perguntar. As férias de verão, com convidados inesperados e lembranças nem sempre bem-vindas, marcariam uma mudança definitiva na vida de todos eles.

Comentários:

- É uma história sobre como se perdoar, o peso que verdades não ditas pode causar a uma pessoa e o quanto decisões influenciam outros direta e indiretamente.

- A frase de Tony Stark sobre Nick Fury em Os Vingadoresos segredos dele têm segredos” serve também para Helena Beaumont. Não que ela queira, foi a opção possível diante das situações que enfrentou – um pouco por egoísmo e outro tanto por querer proteger e evitar o sofrimento de quem ela amava. No entanto, um dia, mais cedo ou mais tarde, as verdades vêm à tona e, no caso dela, como tsunami, se tornando um marco do tipo “antes/depois” das férias no Chipre.

- Com narradores diferentes – dependendo do momento da trama – a gente embarca na rotina de uma família inglesa: William e Helena e os três filhos: Alex e os pequenos Immy e Fred. Helena está de volta ao Chipre, onde visitou quando tinha 15 anos e viveu o primeiro amor. Está agitada por um reencontro que previa e temia. O marido sente que ela está diferente e teme o que isso significa. Em meio aos dilemas próprios da adolescência, Alex tem uma pergunta em mente a ser feita até o fim do verão: quem é o pai biológico dele?

- Tudo será esclarecido em um verão com muitos convidados – alguns de última hora, nem todos desejados. As situações exigirão paciência, diplomacia, persistência e compreensão de muitos dos envolvidos. E quando isso não for possível, porque vai chegar este momento, esperança de que o amor é mais forte que qualquer dúvida que possa ameaça-lo.

- É um livro sobre maternidade, sobre paternidade, sobre casamento, sobre relações destrutivas, sobre laços desfeitos, sobre o que poderia ter sido, sobre o que se tornou, sobre escolhas e suas consequências – para bem e para mal – como o tempo ajuda ou atrapalha, porque tudo passa. E às vezes, nem sempre como a gente gostaria que fosse. Às vezes, até melhor do que a gente esperava no mais otimista do desejo.

- Lucinda costura a jornada dos personagens com uma simplicidade tão grande, que você tem a sensação de estar ouvindo histórias de alguém que conhece. O fato de serem algo que pode acontecer em qualquer família amplia a nossa possibilidade de identificação. Posso garantir que alguns dos questionamentos feitos por diferentes personagens eu também já me fiz em diferentes períodos da minha vida. Escrever de uma forma que ressoa no leitor não é fácil e comigo a Lucinda sempre conseguiu. E que venha o próximo!

- Ah, sim, a razão bem particular que me fez interessar neste livro foi o título original dele: “The Olive Tree” – ou em português, “A Oliveira”. Estava bem empolgada pensando na capa original, só pra sair mostrando “meu sobrenome” por aí, porque sabia que a tradução literal do título não era tão comercial – embora tenha TUDO a ver com o livro. Pois bem, fiquei sem a imagem original, mas nem reclamo: a capa brasileira é tão bonita, elegante e, o melhor de tudo, também tem TUDO a ver com o livro.



Bacci!!!

Beta
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