quarta-feira, agosto 29, 2018

Ciao!




“Ah, mas é livro de criança!”
Se mais crianças lessem livros assim, talvez muitos adultos tivessem uma visão melhor da vida.

A parte que falta encontra o grande O – Shel Silverstein – Companhia das Letrinhas
(The missing piece meets que big O – 1981)

O maior mérito deste livro está na simplicidade. Ele passa uma mensagem clara, direta e nada complicada: precisamos aprender a ser plenamente incompletos e viver.

Não colocar a nossa felicidade na dependência dos outros e aprender com tudo na nossa jornada: o que irá nos transformar em uma versão melhor de nós mesmos a cada dia.

Falar é fácil, né, fazer é que são elas...

Na sociedade ostentação de hoje, a gente aprende que tudo tem valor – mas em números que viram status, não os valores que se tornam algo que não tem preço. As pessoas pensam que encontram satisfação em ter, mas desaprendem a ter paciência, compaixão, empatia, compreensão, capacidade de ouvir o outro.

Como diz o livro, tem gente com parte faltando demais. E tem gente preenchida demais. E nem sempre o “demais” é uma coisa boa. Há um ditado japonês (se não me engano) que diz: “o exagero é prejudicial em tudo”. Em um mundo marcado pelo excesso de tecnologia, as pessoas mal se comunicam – na verdade, se comunicam mal. O que mais vejo é gente que não consegue fazer uma interpretação básica de um texto. De que adianta ter um telefone, um computador último modelo quando a gente ainda está, emocionalmente, antes da idade da pedra?

Daí a se estabelecer metas olhando “a grama do vizinho” que é sempre mais verde, de implicar com o como somos por causa de um “ser impossível”. 



Precisamos nos reformular, aprender a aparar arestas, rolar, quicar e só assim vamos nos tornar “partes que faltam” mas sem reclamar do que falta – porque vai saber aproveitar os momentos que ajudam a desfrutar da felicidade.

- Links: Goodreads livro e autora; site do autor; site da editora; Skoob.

Bacci!!!

Beta

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