sábado, setembro 29, 2018

Ciao!



Em 2013, eu fui pela primeira vez à Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Foi incrível. Voltei de lá com uma pilha de livros. 

Ainda não li a maioria deles. Este me foi recomendado pelo Vinícius Grossos. Entrou minha lista de Meta de Leitura de2017 e ficou de herança para a Meta de Leitura de 2018.

Chegou a hora de dar um desfecho a esta história, né?

A garota que eu quero – Markus Zusak – Intrínseca
(Getting the Girl - 2013)
Personagens: Octavia Ash e Cameron Wolfe

Cameron era invisível e faminto. Até para e por si mesmo. Buscava uma razão de existir e de dar vazão às palavras que o inundavam, mas nada ainda o havia convencido disso. Até que conheceu Octavia. Ele se viu encantado pela namorada do irmão. No entanto, ela o enxergou. E isso pode causar uma transformação definitiva no perdedor da família.

Comentários:

- Claro que teria suspense antes do desfecho. Tive que ir ao banco. Levei o livro. Estava na página 33. Quase 1h depois, fui chamada. Estava na 171 – o livro termina na 174. Acabei a leitura no ônibus.

- Cameron é aquele personagem que se sente e se apresenta como “um perdedor”. Ainda mais diante dos irmãos que tem uma personalidade mais forte, chamativa e atrativa. O mais velho era o bem-sucedido e independente Steve. O do meio era Ruben, que sempre estava com uma namorada, enjoava das garotas em poucas semanas e conseguia se safar de tudo. O que restava ao caçula em comparação? Sentir-se invisível onde quer que estivesse. Ele não era – e não seria – tão interessante quanto os irmãos.

- As coisas mudam quando ele conhece Octavia, uma das namoradas “com prazo de validade” de Ruben. Ao vê-la, explode dentro de Cameron tudo o que ele nem sabia que tinha dentro de si. De repente passou a ter voz e palavras, embora não as tivesse tornado som. Mas é o começo de uma nova história. De quando Cameron passa a ver a si mesmo, a se ouvir, a tentar se entender, a se questionar. A existir. Ele precisava deste olhar externo para se sentir vivo – foi o que houve ao se perceber refletido nos olhos de Octavia. 
É a minha fome. O meu orgulho. E sorrio. Sorrio e posso senti-la em meus olhos, porque a fome é poderosa. 
- Enquanto isso, vamos percebendo como este adolescente lida com as dúvidas, com as situações do dia a dia, com a família, com os irmãos, com as expectativas que (não) tinham sobre ele. A jornada de Cameron se torna compreensível porque muitas pessoas passam por esta situação – de se sentirem alguém a partir do olhar alheio até perceber que isso não era necessário. Precisavam apenas de ter um olhar bondoso e consciente sobre si mesmas. Somos nossos piores inimigos e precisamos aprender a ser nossos melhores amigos – sem pender para exageros nos dois extremos.

- Mas não pensem que Octavia é “apenas” um estopim para a mudança do protagonista. Ela é uma personagem com luz própria, que também passou pela própria jornada de amadurecimento. Encontrou uma forma sensível de encarar o mundo, que nem sempre traz boas coisas para quem enxerga assim. Não significa que ela desistiu de procurar – e por isso encontrou algo que fazia sentido para ela em Cameron.

Óbvio que é uma série. Eu tenho radar pra tropeçar em livros interligados. E para ler, sem perceber, o desfecho de uma trilogia sem ter os outros em casa. Paciência, né? Lá vou eu...

Trilogia Irmãos Wolfe
The Underdog – O Azarão
Fighting Ruben Wolfe – Bom de Briga
Getting the Girl – A garota que eu quero


Arrivederci!!!

Beta

Ps.: E foi assim que risquei mais um livro da minha Meta de Leitura de 2018 \o/.

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