sábado, outubro 13, 2018

Ciao!


Neste livro, Ellora Haonne fala sobre a dificuldade de ser mulher.
Acho que todas entendemos porque esta conversa é útil para nos fazer pensar.

Por todas nós – Ellora Haonne – Astral Cultural
(2018)

Em um tempo onde tanto é dito, mas pouco é pensado, onde muito se grita “certezas” que, algumas vezes, estão construídas sobre bolinhas de sabão, fica mais evidente a dificuldade em ser mulher.

Não é mimimi – antes que venham dizer. É fato que somos julgadas o tempo todo por um padrão inexistente, cruel e impossível de se alcançar.

Algumas vezes imposto para “nosso bem” por pessoas que nos amam e não entenderam que o mundo mudou. Outras vezes por um discurso social que paira por aí e que pune quem faz abertamente o que não é de bom tom. E muitas vezes por outras mulheres, como nós, que acreditam no discurso de que somos rivais – na disputa pelo melhor homem, cargo, qualquer coisa.

Primeiro, não somos rivais. Todas – como somos – merecemos respeito.

Segundo, sempre fui a favor de julgar caráter – o que independe de opção sexual e sexo. É quem aquele ser é com base em atitudes tomadas.

Terceiro, chegar a um grau de esclarecimento profundo sobre isso requer muito estudo, pesquisa e romper preconceitos que a gente na maioria das vezes nem percebe que está reproduzindo (quer um exemplo prático: repare como a maioria dos xingamentos no futebol envolvem a “feminilização” do adversário, como se isso fosse um sinal de rebaixamento e inferioridade?).

Ellora não se arvora em ser a dona da razão. Ela faz comentários inspirados na experiência pessoal. É uma conversa que pretende nos incentivar a refletir sobre coisas que percebeu que eram úteis para ela.

Eu me identifiquei com a parte de que as mulheres assumem tanta jornada, tantas responsabilidades, tantas expectativas inumanas, que chegam a adoecer. Quantas histórias você já não ouviu de garotas se arriscando com dietas alimentares malucas para poder ter o corpo perfeito? Não existe corpo perfeito. Todos temos defeitos.

Quantas de nós já não tiveram o direito de fala cerceado por ser mulher? Sou jornalista, trabalhei na área de esportes em boa parte da minha carreira e fiz meu mestrado analisando o Jornalismo Esportivo. E por muito tempo tive que ouvir as perguntas se eu entendia o que era impedimento, ou se achava tal jogador bonito ou com quem dormi na equipe pra poder fazer parte.
AHAM.
Isso mesmo. 


Let me tell you bout it
Let me tell you bout it
Maybe you're the same as me

Let me tell you bout it
Let me tell you bout it

They say the truth will set you free

No fim das contas, ainda precisamos aprender a ser gente e ser humano. Porque estamos falhando miseravelmente todo dia. Ao sermos brutais conosco e com os outros – por atos e omissões. Está faltando amor, respeito, gentileza e compaixão.

Não é conselho, Ellora compartilhou algumas experiências dela. Gostei de ter lido. Talvez você goste também.


Bacci!!!

Beta
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