domingo, novembro 18, 2018

Ciao! 


Jesus, Maria, José... e o camelo! (Como diz o Everaldo Marques nas transmissões da NFL)
Estava indo tudo tão bem... até desandar.

A Torre do Amor – Eloisa James – Arqueiro
(Once upon a tower – 2013)
Personagens: lady Edith Gilchrist e Gowan Stoughton de Craigiever, duque de Kinross

Gowan sempre era direto nas situações: se tinha um problema, estabelecia uma solução e colocava em prática. Ele foi a um baile em Londres em busca de uma esposa e logo de cara viu a jovem perfeita: lady Edith Gilchrist. Ele só não sabia que ela parecia a esposa dos sonhos porque estava febril e não se opôs a dançar e nem argumentou nada. No entanto, ela também gostou do duque de origem escocesa e aceitou o casamento. O problema é que após os beijos e o sim, eles não foram nada felizes.E agora tinham que evitar que a infelicidade fosse para sempre.

Comentários:

- Eu adorei o livro, embora entenda quem falar que não gostou. Você tem que comprar o ritmo que a história é narrada e entender que, por se tratar de uma adaptação, algumas cenas que fazem parte do seu imaginário ou não vão acontecer ou terão nova roupagem. Parece óbvio, mas nem sempre a gente se dá conta disso e começa a fazer exigências impossíveis.

- A trama inteira é sobre o antes e o durante do casamento atabalhoado entre Edie e Gowan. Claro que acertado entre o pai dela e o duque. A sinopse apresenta Edie como uma pessoa longe de ser serena como Gowan a conheceu no baile. Isso fez com que eu criasse uma expectativa de que ela seria temperamental, mas não é. Edie tem uma incrível tendência a diplomacia, tentando contemporizar tudo e fazendo o máximo para evitar brigas. E é isso que a acaba colocando em confusão.

- Aliás, o livro pode ser resumido nesta imagem:  


- Motivo 1: Gowan tinha uma vida programada para não desperdiçar tempo. E uma equipe acostumada a trabalhar no ritmo do duque. O problema é que ele tentou encaixar uma relação que envolve sentimentos – especialmente o de outra pessoa, no caso, a esposa – nesta vida pragmática e esperar que ela aceitasse numa boa.

- Motivo 2: Gowan cismou que Edie era perfeita por causa da primeira impressão que teve dela. Mesmo ciente de que aquilo foi um momento à parte, não teve a sensibilidade de se adaptar a quem ela era de verdade e ficou exigindo que ela fossem quem ele pensou que era.

- Motivo 3: Os dois tinham a mania de não admitirem erros ou fracassos. Por isso quando o casamento encontra uma barreira em uma das áreas críticas – intimidade – nenhum deles age da melhor maneira pensando no outro, mas apenas em si mesmo. Edie não o confronta porque não queria dar a entender que não fosse boa o suficiente. Gowan insiste alegando que é para o bem dela, mas, nas entrelinhas, a gente bem enxerga que é para o ego dele se manter inabalável como o “duque que faz tudo certo e não perde tempo”. A inexperiência de ambos leva a um preço muito alto.

- Motivo 4: A reação de Gowan ao descobrir a verdade foi patética. Tudo que eu pensei foi que Edie deveria ter pedido a frigideira emprestada para a Rapunzel de “Enrolados” e usar sem moderação.


- Gostei de Layla, a madrasta de Edie, que vive uma das tramas paralelas e se torna uma conselheira (às vezes, à frente demais do tempo para os conhecimentos dos recém-casados) da protagonista. Gostei como Edie amadurece na história e adorei como Gowan teve que se redimir das decisões equivocadas que toma.

- Claro que eu não vou deixar de comentar o fenomenal easter-egg, crossover entre A Torre do Amor e uma série das Julia Quinn. Mas vou deixar que vocês descubram quem e depois se divirtam com a Eloisa James contando o motivo.

- Voltando ao livro, o que eu amei mesmo foi o fato de Edie ser uma violoncelista. Porque eu sou apaixonada pelo instrumento – e se tivesse algum talento musical (não sei nem assobiar), era o que eu gostaria de tocar. Então acompanhar o amor de uma jovem talentosa por ele me fez muito feliz.

Caso queiram saber mais, recomendo visitar a playlist com as obras que Edie toca ao longo da trama. Além disso, há este vídeo da TV Unesp onde o músico Lucas D’Alessandro fala sobre o violoncelo:


Claro que recomendo Tchaikovsky (que é o compositor de que eu mais gosto):


E também os músicos croatas do 2 Cellos, que são incríveis. Tem dois vídeos relacionados a futebol e outro é uma versão de uma música que eu ouvi muito neste ano.




Série Contos de Fadas (Fairy Tales)
1. A Kiss at midnight - O beijo encantado – Um beijo à meia-noite - Kate e príncipe Gabriel (Cinderela)
1.5. Storming the castle – Wick e miss Philippa Damson (novella – ele é irmão do príncipe Gabriel)
2. When Beauty tamed the beast – Milagre de Amor – Quando a bela domou a fera - Linnet Berry Thrynne e Piers Yelverton, conde de Marchant (A bela e a fera)
2.5 Winning the wallflower - Lucy e Cyrus (relacionado ao livro The Duke is mine)
3. The Duke is mine – Tarquin e Olivia (A princesa e a ervilha)
4. The ugly duchess – A duquesa feia - Theodora Saxby e James Ryburn (Patinho Feio)
4.5. Seduced by a pirate - Pheobe e Griffin (relacionado à A Duquesa Feia)
5. Once upon a tower – A Torre do Amor - Edith Gilchrist e Gowan Stoughton de Craigiever, duque de Kinross (Rapunzel)
E vou repetir o Ps.: Arqueiro, que tal lançar as novelas relacionadas à série? Nem me importo se for em e-book ou em um livro único com as três histórias. Tenho muito interesse em saber mais sobre o destino do Wick, ele foi tão incrível em Um beijo à meia-noite! E também em ver como a Pheobe recebeu o Griffin, citados em A Duquesa Feia, no retorno à Inglaterra!


Bacci!!!

Beta

ps.: Gowan é ruivo e nem isso me impediu de querer usar a frigideira nele!
Reações:

0 comentários :

Postar um comentário