sábado, janeiro 19, 2019

Ciao!

Disponível na Amazon


A introdução deste livro é tão boa que me permitam reproduzi-la assim (nunca – nem em um dia divinamente inspirada – conseguiria fazer algo tão perfeito):

As dez maiores razões para ler este livro:

1 – Julia Quinn finalmente trouxe de volta a família mais amada dos romances de época.
2 – Onde mais você encontraria uma referência tão estimulante à arqueria?
3 – O ROMANCE.
4 – Você quer ver um homem construir um castelo de cartas usando uma mão só.
5 – Na batalha entre herói, heroína e gato, o gato vence.
6 – Está repleto de RESPOSTAS ESPIRITUOSAS.
7 – Você acha que o croquet deve ser um esporte e tanto.
8 – George Rokesby é tão sexy que deveria estrelar a prória minissérie na TV.
9 – aquele beijo.
10 – A Srta. Bridgerton.


Uma dama fora dos padrões – Julia Quinn – Arqueiro (Os Roskebys 1)
(Because of Miss Bridgerton – 2016)
Personagens: Sybilla “Billie” Bridgerton e George Rokesby

Billie era a garota indomável do campo. Administrando a propriedade dos Bridgertons e se metendo em confusões. Na mais recente delas, ao tentar bancar a heroína, conseguiu uma contusão e um resgate mal -sucedido da última pessoa que queria que a flagrasse: George Roskeby. O futuro conde sabia o quanto ela o irritava. No entanto, o resgate se tornou um divisor de águas – George e Billie passaram a se ver com outros olhos e poderiam terminar onde nunca esperavam...

Comentários:

*** Consideração inicial: enquanto eu lia, pensei muito nesta música ***

- Billie é uma jovem alegre, esfuziante e do tipo que age, não espera acontecer - meio óbvio que eu iria adorar, já que este tipo de protagonista vai direto e já faz casinha no meu coração. Ela se considera sem as habilidades sociais – além de não ter coordenação motora e, bem, a paciência – para lidar com Londres. Ela é mais feliz sendo a alma que comanda a propriedade da família em Kent, mesmo isso passando longe das atribuições de uma garota, ainda mais com o herdeiro, Edmund (sim, o próprio, o pai dos Bridgertons que já conhecemos e amamos!!!), sete anos mais novo, sendo preparado para assumir a função. No seu habitat, ela é uma força da natureza capaz de causar suspiros (não tão) resignados na mãe e irritação em George Roskeby, o filho mais velho da família vizinha que era praticamente uma extensão dos Bridgertons.

- Ao contrário dos irmãos mais novos, Andrew e Edward, que se uniram às Forças Armadas e estavam lutando na Guerra na Colônias – embora Andrew tivesse se recuperando -, George era o que ficou para trás pela força do título. Tido como sério, sisudo e responsável, sabe que logo terá que se casar com a mulher adequada. Mas no fundo temia não ser adequado nem para ele mesmo.

- Um inesperado incidente coloca os dois vizinhos – que não iam um com a cara do outro – se apoiando e precisando de apoio. A partir daí, Billie começa a perceber o que havia por trás da aparente arrogância de George – que destoava de Andrew e Edward (e parceiros de bagunças dela). E George parou de enxergá-la como uma pirralha irritante e que só se metia em confusão e perceber que Billie era muito mais do que ele a rotulou com base em impressões primárias.

- O fato é que um não era apenas o que o outro achava. E estavam percebendo que não eram nem o que achavam de si próprios. Ao perceberem suas fragilidades, não se deram conta do quanto se tornaram transparentes e se permitiram ser vistos – especialmente as inseguranças que disfarçavam das outras pessoas – um pelo outro, mesmo que pudesse conduzir a algumas interpretações equivocadas... Não dizem que Deus escreve certo por linhas tortas?

- As faíscas se tornam sentimentos fortes que deixam nossos protagonistas deliciosamente (para nós, claro) confusos e tentando entender o que se passava na cabeça do outro (mal sabiam, coitados, que estavam no mesmo barco à deriva). E as situações sociais em Kent e em Londres conduzem os dois para territórios sentimentais inexplorados e bastante explosivos – para bem e para mal.

- Enfim, tenho que me conter para não falar demais. Ah que delícia de livro. Uma bela forma de abrir a “temporada 2019” das Metas de Leitura do Literatura de Mulherzinha. Tem charme, diversão, confusão, amor inesperado sendo percebido, uma heroína sensível e indomável, um herói vulnerável e impecável, várias frases certeiras, patinhos feios se descobrindo, ciúmes, ciuminhos e ciumões, uma capa linda... além de todos aqueles motivos citados ali em cima. 

- É Julia Quinn, gente. Se ela escrever bula de remédio, eu leio e capaz de gostar (e junto com livros de terror, bulas de remédios estão entre os textos que faço o possível para não ler).

- E as considerações finais: 
  • Adoro gatos. Mas nunca passei pela batalha citada no livro. 
  • Nenhum adulto responsável me deixaria jogar croquet. E o comportamento de Billie no livro seria uma pista do motivo, para quem nunca me viu jogando queimada, handebol ou vôlei. (Já contei que se jogasse Quadribol, seria batedora?)
  • Ah, necessito compartilhar que nesta trama tem um gancho lindo que nos leva ao segundo livro da série.
  • Claro que também tive uma música do Il Volo como tema da minha leitura: Ámame. A letra é muito o relacionamento de Billie e George.
  •  Ainda bem que a sequência foi lançada agora em janeiro (sim, já tenho. Sim, o olho de #MadreHooligan cresceu nele. Não, eu vou ler primeiro – pelo menos, é o que está definido até o momento em que escrevo este texto. Aguardem cenas dos próximos capítulos). 

Os Roskebys (série ainda em andamento)
1 – Because of Miss BridgertonUma dama fora dos padrões
2 – The Girl with the Make-Believe HusbandUm marido de faz de conta
3 – The other Miss BridgertonUm cavalheiro a bordo
4 – First come scandal - Uma noiva rebelde


Arrivederci!!!

Beta
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