sábado, fevereiro 09, 2019

Ciao!



Hoje é aniversário do Tom Hiddleston. Então me senti inspirada a buscar algo sobre Loki pra ler (já que o outro amor do Tom – Shakespeare – costuma aparecer em abril).
Já que é pra ler algo sobre os deuses nórdicos, decidi me dar de presente algo que queria há um bom tempo.

Mitologia Nórdica – Neil Gaiman – Intrinseca
(Norse Mithology - 2017)

Já comentei em outras oportunidades que adoro ler histórias de mitologia. Cresci fuçando em enciclopédias (sim, gosto de livros desde que me entendo por gente) e pesquisando sobre os personagens e as histórias, especialmente da mitologia greco-romana.

Sobre a Mitologia Nórdica tenho lembranças muito fracas da HQ do Thor, de algumas citações ao deus do trovão em filmes (já viram “Uma noite de aventuras”, de 1987?). E depois de uma das fases dos Cavaleiros do Zodíaco – acho a animação das Batalhas de Asgard muito bonita.

Aí a Marvel entrou na jogada. E eu segui o exemplo do próprio Tom Hiddleston, que contou em entrevista ao Nerd HQ em 2013, que ser escolhido para o personagem, pesquisou tudo o que podia nas revistas, nos livros e onde mais tivesse, para poder dar identidade ao Loki que levou para as telas. Também saí caçando livros sobre o assunto.

E é bem divertido usar isso como forma de ampliar os conhecimentos. Mitologia nada mais é que um conjunto de histórias que explicam uma forma de se enxergar e entender o mundo. Tanto que você pode reparar que elas possuem bases semelhantes mas são desenvolvidas dentro da particularidade daquela civilização. Ah, leiam Joseph Campbell que tem mais propriedade – e muito mais estudo – que eu para explicar melhor. (Aliás, também preciso ler outros livros dele para aprender mais).

Isso tudo para chegar no Neil Gaiman, de quem sempre ouvi falar, mas nunca tive contato direto. Razão? Não sei. Acredito que algumas coisas ocorrem só na época certa. Como eu levar meses para conseguir comprar o livro (que esgotou todas as vezes que tentei antes) e criar na marra encontrar um tempo para ler.

Adorei a forma como ele costurou a jornada do início ao fim dos dias à luz das histórias nórdicas. Adorei os comentários inseridos na narrativa que falam direto com a gente que lê. Adorei conhecer deuses que eu ainda não conhecia, já que conhecia algumas, mas não todas as histórias.

Não sabia a origem dos terremotos, muito menos da poesia (boa e ruim) – acho que “O hidromel da poesia” foi a minha melhor descoberta neste livro, por oferecer uma possibilidade que eu nunca iria pensar.

Imaginava que Loki era encrenca ambulante, mas gente, ele leva isso bem a sério e apronta demais. Sabia que Thor era mais força bruta, mas isso não significa ausência de inteligência. E Odin pode ser o “pai de todos”, mas não vale um pingo de cerveja. E que todos eles, por bem ou por mal, pavimentam o caminho que levará ao Ragnarok – o destino de todos os deuses.

Acima de tudo mostra que não existe perfeição – todos acertam, todos falham. E que tudo que começa tem um fim – e um recomeço. 
“Essa é a graça dos mitos. A diversão vem de contá-los você mesmo, algo que o encorajo veementemente a fazer, leitor. Leia as histórias deste livro, depois se aproprie delas e, em uma noite gelada de inverno – ou em uma noite de verão que parece que o sol não vai se por nunca -, conte a seus amigos o que aconteceu quando o martelo de Thor foi roubado, ou como Odin obteve o hidromel da poesia para os deuses....” 
Convite aceito. Meus futuros filhos e filhas vão te agradecer pela dica, Neil Gaiman!

- Links: Goodreads livro e autor; site da editora; Skoob.

Bacci!!!

Beta

ps.: E assim, risquei mais um livro das "Metas de Leitura 2019" do Literatura de Mulherzinha!

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