sábado, abril 20, 2019

Ciao!



Sabe como é, estava fuçando um dia na internet e vi um alerta para um e-book na Amazon. Como se não bastasse o nome, ainda havia a citação à música do Peppino di Capri.
Ai não teve jeito, né? Tive que ler!

Roberta: Resolvi contar uma história – Ava Telles de Miranda
(2018)
Personagem: Roberta Cavallaro Sperantini

Roberta nasceu vendo uma demonstração constante de amor bem perto, com os pais. Só que o sonho de ser como eles levou-a a perceber que eram uma exceção. Mesmo sabendo disso, se envolveu em um relacionamento onde terminou de coração partido e precisando recomeçar a vida. Mas tudo tem ciclos e às vezes, algumas coisas que ficaram sem conclusão precisam ser solucionadas.

Comentários:

- Um livro chamado Roberta, inspirado na música Roberta e com uma protagonista chamada Roberta. CLARO que eu quis ler assim que soube da existência, né?

- Pra quem não sabe, a música Roberta foi composta e lançada em 1963 por Peppino di Capri. Era a forma de ele pedir perdão por ter traído a esposa, Roberta Stopa. Não adiantou. Ela não retomou o relacionamento (anos depois, ela deu a versão dela do que houve).

- A protagonista Roberta é filha de um casal de italianos que se amava. De tanto ver o amor de perto, ela achava que seria assim com todo mundo, mas não foi. Das pequenas às grandes desilusões, Roberta passou a acreditar que os pais eram o “ponto fora da curva” e que talvez ela também não tivesse direito ao amor como viu durante boa parte da vida.

- No entanto, ao começar a trabalhar para o “maior ogro da história da república brasileira”, ela se vê atraída e não demora muito para que ela e Gonçalo tenham um caso. Não teve final feliz porque ele anunciou noivado com uma herdeira apropriada enquanto tinha os encontros secretos com a secretária. Ela larga o emprego e procura uma forma de recomeçar. E encontra amigos, amparo e um novo propósito.

- A gente acompanha a sequência da vida de Roberta, os projetos, a grande família estendida com quem ela passou a contar, algumas reviravoltas e reencontros. Nem sempre os caminhos rumo à felicidade são formados por retas, às vezes, há algumas curvas. E sempre sinalizando a importância do perdão, mas do perdão verdadeiro, especialmente quando o sofrimento foi muito grande e deixou cicatrizes.

- Em alguns momentos, eu estranhei o ritmo da história e a forma como a narrativa é feita – toda em primeira pessoa. Em algumas partes, talvez, um olhar externo ajudaria a dar agilidade à trama.

- No mais, gostei da história, de ver alguém contar uma história de amor que precisou de tempo para que todas as verdades viessem à tona e a tornassem possível. E a importância do perdão, aquele que permite que a gente siga em frente, para que uma pessoa possa realmente ser feliz.

- Links: Goodreads livro e autora; Amazon; Skoob.

Arrivederci!!!

Beta

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