quarta-feira, abril 24, 2019

Ciao!




Prontos para passar raiva com um grego manipulador que não hesita em dispor da vida alheia como melhor considera para ele?

Este é a história de duas vítimas dele - já havia escrito brevemente sobre o livro no texto sobre livros com personagens gregos. Agora é a vez de entrar em detalhes.

A prometida – Julia James – Jessica 7
(The greek’s virgin bride – 2004 – Harlequin Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Andrea Fraser e Nikos Vassilis

Andrea Fraser era a neta ilegítima de Yiorgos Coustakis. Nunca – nem nos piores momentos dela – ele a considerou um ser humano. No entanto, agora, aos 25 anos, exigiu que ela fosse até a Grécia. O motivo ela descobriu bem tarde: era casá-la com o homem que queria como sócio. Alguém que se soubesse quem era ela de verdade, nunca a aceitaria. Nikos trabalhou duro para melhorar na vida e a fusão com Coustakis era a chave de ouro deste processo. Casar com a neta dele era o de menos. Se sentir atraído por ela, que pensava ser uma herdeira mimada, foi um bônus. Mas será que ele, diante do que não sabia, estava disposto a tudo para conseguir o que queria?

Comentários:

- Eu me lembro do quanto gostei deste livro porque o vilão da história não é alguém do casal protagonista. É o avô que sempre rejeitou a neta e, por não ter um herdeiro, teve que recorrer a ela para garantir a “continuidade” do nome. Yiorgos é um daqueles vilões que a gente simplesmente abomina. Não tem nada que salve nele ou que sirva de atenuante. E logo no início, vocês vão perceber isso. 
Ela o fitou. Tinha tudo o que o dinheiro podia comprar, mas não possuía valor como ser humano. Não possuía bondade, nem compaixão, nem gentileza, nem sentimentos por qualquer pessoa, exceto por si mesmo. Tratara seu próprio filho como uma posse, espancara-o para ser obedecido, e sua mãe fora imediatamente tratada como uma caçadora de ouro tentando roubar seu precioso dinheiro! E agora, 25 anos depois, ela estava à sua frente, sabendo que era a única pessoa no mundo que poderia dar-lhe o que ele queria. 
- O casal protagonista se equilibra em suas necessidades, desesperos, segredos e inseguranças. Eles desconhecem a verdade sobre a origem um do outro e tiram conclusões com base em fatos que presumiram – instigados adivinhem por quem? Sim, o avô-monstro.

- Nikos queria provar a si mesmo que conseguiu atingir os objetivos de ser bem-sucedido na vida. Com a fusão das empresas Vassilis e Coustakis, ele seria o comandante de um império e aceitou, para isso, o casamento com a neta desconhecida do poderoso empresário. Ele presumiu que era uma jovem feia e que precisava disso para ter um marido e não pode evitar ficar chocado ao ver uma garota linda, reservada, que não entendia uma palavra de grego e que se opôs veementemente ao casamento.

- Andrea perdeu o pai e morou com a mãe a vida inteira na Inglaterra enfrentando muitas dificuldades – que deixaram mais que cicatrizes físicas. Foi intimada pelo avô a viajar até a Grécia e só lá comunicada que se casaria com o homem que ele queria como sócio. Ao ver que poderia garantir a ajuda que precisava para a mãe, aceitou a proposta, mas com planos diferentes do futuro marido e do avô que sempre a rejeitou.

- Temos o estranhamento de Andrea diante do machismo, da violência e do controle do avô. E a inteligência dela em encontrar formas de reverter a situação para o que ela queria. No entanto, percebemos o quanto ela é vulnerável aos abusos psicológicos do parente que mal, mal compartilha sangue com ela. Nenhum laço afetivo que justifiquei respeito – vocês vão ver que ele não faz por merece.

- O relacionamento entre Andrea e Nikos começa de uma forma muito torta e se desenvolve em bases nada sólidas, onde ela desconfia dos motivos dele e ele não entende as razões e reações dela. Com os traumas, preconceitos e planos próprios de cada um, somados à interferência do avô-monstro, muito pode acontecer e não faltam reviravoltas na trama, a partir do momento que os segredos são revelados. Será quando os personagens vão revelar do que são feitos de verdade e o amor poderá fazer a diferença.

E nunca é demais lembrar: violência doméstica é crime. 

Bacci!!!

Beta
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