domingo, agosto 11, 2019


Ciao!



Esse era um dos livros que eu mais queria ler no ano passado. Acabou que, só agora consegui tempo para me dedicar a ele. E não me arrependi.
Este domingo é o dia ideal para falar dele.

A irmã da Lua – Lucinda Riley – Editora Arqueiro (As Sete Irmãs 5)
(The Moon Sister – 2018)
Personagem: Taígeta (Tiggy) d’Aplièse

Tiggy estava em um novo emprego na Escócia, após a perda de Pa Salt. Prometia ser como ela gostava: cuidar de animais nas Terras Altas Escocesas. No entanto, ela se depara com um alerta de algo estava na carta que recebeu do pai adotivo: a confirmação de que, em algum momento, iria à Espanha, onde estaria a família biológica. E assim Tiggy embarca na descoberta que a ajudaria a entender e tomar decisões importantes sobre a própria vida.

Comentários:

- Tiggy era a irmã conhecida por gostar e defender os animais, além de ser extremamente sensível. Aqui acompanhamos a jornada dela quando estava prestes a iniciar o novo emprego, como cuidadora de gatos-selvagens que seriam adaptados ao novo ambiente, na Propriedade Kinnaird.

- Tudo isso ocorreu cinco meses após a morte de Pa Salt e ela receber a carta que revelava onde ele a adotou: em Granada, na Espanha. Ele diz que prometeu aos familiares que a enviaria de volta. Tiggy ainda não pode pensar em fazer esta viagem, mas a curiosidade sobre as próprias origens estava dentro dela. E foi reforçada quando encontrou na Escócia um cigano idoso, Chilly, que conheceu os parentes dela. 
“Mantenha os pés no tapete fresco da terra, mas eleve sua mente para as janelas do universo” 
- O novo emprego trouxe mistérios, situações inesperadas e ela se vê envolvida em problemas que não conseguia compreender as causas – além dos próprios. E se coloca em risco. Então surge o momento de ir em busca de si mesma.

- A jornada de Tiggy é contada em paralelo às das mulheres Amaya Albaycín, famílias ciganas que viveram em Alhambra no início de 1900. Maria se apaixonou por José, que era totalmente incapaz de ser um bom marido. Tiveram filhos, entre eles, Lucía, a que nasceu com o duende e que quando dançava hipnotizava multidões - e a forma como Lucinda descreve o talento de Lucía, La Candela, me fez imaginar todas as apresentações dela.

- A família se divide por causa do talento da menina que viaja com o pai para dançar em Barcelona.
A história destas mulheres é marcada pelo sacrifício, pela pobreza, pela fome, pelo preconceito, pelo amor, pelo sofrimento, pela perda, por escolhas, por sonhos, por ambição. E por resiliência e persistência, por conhecimento e talento transmitido entre as gerações.

- A história destas mulheres fortes passa por encontros e desencontros com homens. Temos vários exemplos no livro de paternidade biológicas ou não. José, Ramon, Pa Salt, Charlie. E até quem não pode ser pai, por decisões alheias à própria vontade. Mas a demonstração de afeto entre pais – ou pessoas que assumem esta função – e as personagens. Vale a pena prestar atenção nesta narrativa também. 
- [...] Sem o sol e a lua, não haveria humanidade. Eles nos dão nossa força vital. Da mesma maneira que, sem homens e mulheres, não haveria humanos. Entende? Somos igualmente poderosos, mas cada um com seus dons especiais, seu próprio papel a desempenhar no universo”. 
- Ao descobrir suas origens, Tiggy passa pelo momento de inicial desconexão e de reconexão com a realidade. Passa a se entender de uma forma mais ampla como pessoa. Isso a ajuda a ter mais elementos ao tomar decisões sobre o que fazer da própria vida. E isso acaba repercutindo na vida de quem a conhece – de uma forma muito positiva.

As Sete Irmãs
5 – The Moon Sister – A irmã da lua
6 – The Sun Sister – será publicado em outubro de 2019


Bacci!!!

Beta
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