domingo, novembro 03, 2019

Ciao!



“Se.Imagino que se possa dizer isso sobre tudo na vida...” 
O que eu mais gosto nos livros da Lucinda é que eles narram vidas. E obviamente aqui não seria diferente.

A garota do penhasco – Lucinda Riley – Editora Arqueiro
(The girl on the cliff)
Personagens: as famílias Ryan e Lisle

Grania se refugiou na Irlanda após uma perda e se surpreendeu ao ver uma menina ruiva em um penhasco. Aurora Devonshire tinha uma história triste, que as uniu. Grania foi parar na casa da família que tanto sofrimento causou à sua mãe. Ao longo de cerca de 100 anos, entendemos os laços que aproximaram, estrangularam e afastaram os Ryan e os Lisle e como cada família lidou com as dores de suas próprias histórias.

Comentários: 
“Mas os humanos olham para o passado até terem cometido os mesmos erros. E quando isso acontece suas opiniões são consideradas irrelevantes, já que são velhos demais para compreenderem os jovens. E é por isso que a raça humana vai permanecer tão imperfeita e tão mágica quanto somos”. 
- Como disse, Lucinda não tem medo de narrar vidas – e aí inclui alegrias, tristezas, doenças, sucessos, fracassos, idas, vindas, reencontros, desencontros, encontros, reviravoltas... Os melhores e piores momentos dos personagens, seja com eles mesmos ou com os outros.

- Aqui não é diferente. Através do encontro de Grania e de Aurora, ela narra as vidas entrelaçadas das famílias Ryan e Lisle, desde a 1ª Guerra até o século 20. Grania não entende porque a mãe dela tanto teme  a aproximação com a família de Aurora, que é uma criança de 8 anos traumatizada com a morte da mãe. 
Aquilo não era um conto de fadas, uma brincadeira de criança em que todos encontravam um príncipe viviam felizes para sempre. Era a realidade. E algumas coisas erradas não podiam ser consertadas, por mais que Aurora quisesse”. 
- A linha narrativa trata da jornada de várias mulheres que são testadas em vários aspectos pelas circunstâncias da vida.

- Mary sofreu com a incerteza e as perdas trazidas pela guerra, as escolhas duras que precisaram ser feitas.

- Adotada pela família do tutor, Anna cresceria sem amor, encontrou em Mary a mãe que não teve... até seu grande sonho se tornar realidade e mudar a vida dela.

- Sophia nunca se entendeu com a irmã adotiva por sofrer a consequência das escolhas dela – e houve coisas que não tinham como resgatar o laço depois de rompido. 
Passei grande parte da minha infância com adultos e sempre me espantei ao ver como eles nunca diziam realmente o que queriam dizer. Como não se conseguiam se comunicar, mesmo quando eu via que estavam sofrendo e que amavam a outra pessoa. Como o orgulho, a raiva e a insegurança acabavam tão facilmente com a chance de felicidade”. 
- Aurora tinha sido afetada pela perda da mãe e pelas viagens constantes do pai. Ela se sentia sozinha e se apegou a Grania tão logo se conheceram. Por intermédio dela, Grania passa a conhecer o passado das duas famílias, entender onde houve as falhas e as rupturas e de que forma o passado dialoga com as escolhas da vida dela. Porque é fácil ler e identificar os erros na vida dos outros, difícil é ter a maturidade de reconhecer e corrigir em si mesmo.

- Através da recuperação desta história e dos desafios vividos no presente, Grania se vê diante de novas escolhas – algumas inclusive apenas na intuição, sem saber todos os detalhes – que podem fazer a sua vida seguir em frente. Ela só não tinha certeza se Matt, com quem vivia uma história de amor nos Estados Unidos, caberia neste futuro.

- Acredito que quem ler vai se emocionar. É um livro que trata da humanidade, por isso que ressoa em nós, mesmo a gente não sendo Ryan nem Lisle. Entendemos as escolhas e sofrimentos dos personagens, somos empáticos às dores e comemoramos as vitórias de cada um. Torcemos por final feliz, mesmo sabendo que há diferença entre vida e o mundo ideal dos livros. Então embarquem nesta trama e estejam abertos para tudo que ela oferece a quem aceita o convite. 
“Tenho certeza de que o Contador de Histórias, que tece os fios tênues do destino e os entrelaças às nossas vidas, tem muito mais talento para isso do que eu jamais terei. E embora às vezes seja difícil entender ‘por quê’, é preciso confiar que Ele de fato tem. Que Ele conhece os motivos para tudo que acontece, e que vai proporcionar um ‘Final Feliz’ a todos. Mesmo que seja apenas depois do véu translúcido que chamamos de morte, e portanto não o vejamos em vida”. 

Arrivederci!!!

Beta

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