sábado, novembro 23, 2019

Ciao!



– Tenha em mente uma só coisa: o destino não espera os indecisos, mas passa por cima deles. 
Gente, gente, gente!!! Quando li os primeiros capítulos de Poderoso Destino, não podia imaginar o que viria pela frente.

Agora já posso compartilhar algumas opiniões com vocês, sem spoilers, tá?

Poderoso Destino – J. Marquesi – Astral Editorial
(2019)
Personagem: Stephen Moncrief, o Conde de Hawkstone

Stephen se deparou com o pesadelo da falência, por causa da péssima gestão do pai, e da humilhação pública. Após uma atitude extrema, conseguiu se reinventar e recuperar a fortuna da família, com apoio do primo. A tal ponto de poder retomar inclusive o sonho do casamento com a noiva perfeita que foi interrompido quando caiu em desgraça. No entanto, para manter o bem-sucedido empreendimento, precisou negociar com um Barão brasileiro. E se viu diante da encrenca de definir que realmente queria para a própria vida.

Comentários:

- O livro tem como base a jornada de Stephen Moncrief, ou Hawkstone. Narra como ele descobriu que não tinha como manter a família nas despesas esperadas de um Conde e como ele fez para se reerguer. Deixa no ar que fez algo contra a própria consciência por se encontrar acuado, mas consegue com muito trabalho – pra desespero da aristocracia “rica com dinheiro antigo” – recuperar a fortuna. E com o dinheiro, o status volta. 
– Nunca mais quero sentir isso de novo! Nunca mais quero ser o homem fraco, ingênuo e crédulo. Quero que tenham orgulho de mim. – Ele fez que não com a cabeça – Quero que me respeitem. Quero ser digno de respeito, poder andar de cabeça erguida, ser diferente do meu pai... 
- Então, tudo leva a crer que vai conseguir recuperar tudo que foi tirado dele antes, inclusive a noiva, lady Gwen, que era perfeita para ser a Condessa de Hawkstone. Agora ele tinha fortuna. Ela estava viúva.  Era só esperar o período de luto e escrever novas páginas na história de amor perfeita.

- Enquanto isso, ele, Kim, o primo que indicou o investimento salvador das finanças dos Moncrief ingleses, e Braxton, o amigo visconde que se tornou cunhado, tiveram que viajar ao Brasil para garantir a renovação do contrato com o Barão de Santa Helena. A temporada no Brasil foi uma espécie de libertação de Stephen, que passou tempo demais sob a persona do “frio Conde de Hawkstone” e sufocou a própria consciência para provar que não era um fracasso.

- E aí, bem, é aí que o bicho pega. Porque ele começa a rever os sentimentos que o mantiveram firme e forte no propósito de conseguir recuperar a fortuna da família. E uma leoa de olhos dourados o ajuda Hawkstone a perder o prumo e reencontrar o Stephen.

- Por isso, quando ele volta com uma obrigação extra – ser o tutor de Helena, a filha caçula do Barão e conseguir um casamento com um nobre para a herdeira brasileira – as coisas que dava como certas já não pareciam ser tão prioritárias assim.

 - Pelos olhos de Stephan/Hawkstone vemos as relações dos demais personagens. Gostei de ver que mesmo as “vespas” como Elise, irmã dele, conseguiam felicidade em meio ao caos. Percebi o comportamento da mãe dele, que parecia ter gosto em usar a culpa e o sofrimento para controlar os filhos. 
Pense em todos os moleques travessos do mundo, agora acrescente uma inteligência anormal, coragem e teimosia: eis a minha filha! 
- Adorei Helena, a brasileira refém da sociedade marcada por regras rígidas e pela hipocrisia contra as mulheres – e em alguns casos, praticada e alimentada por outras mulheres – e Cecily, a irmã caçula de Hawkstone. Elas são totalmente destoantes das demais debutantes. As duas enxergam além da futilidade e querem ser consideradas mais que “jovens à venda no mercado de casamentos”. E são inteligentes, não consideram justo ter que se conformar neste padrão que menospreza quem realmente são.

- E gostei especialmente da coragem de Helena. Precisa ser corajosa para saber quando arriscar, como lidar com as circunstâncias adversas e até mesmo quando perceber que recuar será a melhor solução.

- A linguagem ajuda a história a fluir. Temos personagens que são frágeis por trás da fachada que ostentam publicamente, porque não se esqueceram do que passaram até chegar no estágio em que acompanhamos a trama. Isso nos garante algumas surpresas no caminho: mesmo o que você pode pensar “ah, vai acontecer isso...” ou “hum, tal personagem vai fazer isso”, pode ter certeza de que não será totalmente como você achou. Sim, há cartinhas na manga que dão um tempero especial a esta história. Fiquei curiosa sobre várias coisas e suspeito que pode ter mais por vir. Sinceramente, eu gostaria.


Bacci!!!

Beta
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