quarta-feira, novembro 27, 2019

Ciao!




Aviso: nunca entre na cabeça dos outros; é feio lá dentro. [Risos.] Fique longe da cabeça deles. Vamos entrar no coração deles. 
Você já ouviu falar de Comunicação Não Violenta?
Se não sabe o que é, posso te contar que seria bem interessante que mais pessoas não só conhecessem, como também praticassem.
Posso adiantar uma coisa: envolve mudar nossa forma de pensar o mundo.

Vivendo a comunicação não violenta – Marshall Rosenberg – Sextante
(Living Nonviolent Communication: Practical Tools to Connect and Communicate Skillfully in Every Situation - 2012)

A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma de expressar o que está vivo em nós. E o que tem de diferente? Ela também enxerga o que está vivo nos outros. E fala e ouve com a linguagem da compaixão, sem rótulos de julgamentos, rejeições, exigências ou condenações. 
[...] integrando o tipo de linguagem, o tipo de pensamento e as formas de comunicação que influenciam nossa capacidade de contribuir voluntariamente para o bem-estar dos outros e de nós mesmos. O processo da CNV mostra como expressar sem disfarces quem somos e o que está vivo dentro de nós – sem qualquer crítica ou análise externa que insinue que o que sentimos está errado. 
Parece simples. Só não é fácil. Porque à medida que você lê os relatos de como Marshall Rosenberg colocou em prática percebe que vai além da superfície. Para mudar como se diz, você precisa mudar a forma de elaborar e construir seu pensamento.

E isso é difícil porque, como o autor mesmo lembra, vivemos em um mundo onde não somos estimulados a estabelecer esta forma de pensar, viver e de agir para atendermos às nossas necessidades. 
Quando não somos capazes de dizer com clareza o que precisamos e só sabemos fazer análises sobre os outros que soam como críticas, acabamos em guerra – sejam elas verbais, psicológicas ou físicas. 
Acredito que esse tipo de linguagem atrapalha a resolução pacífica dos conflitos. No momento em que qualquer um dos lados se vê criticado, diagnosticado ou intelectualmente interpretado, sua energia se volta para a tentativa de se defender e de contra-atacar, não para encontrar soluções que atendam às necessidades de todos. 
Quando falo em crítica, estou me referindo a ataques, julgamentos, tentativas de culpar, diagnósticos ou qualquer coisa que analise os outros com a cabeça. Quando as respostas são dadas de forma não violenta, espera-se que não haja palavras fáceis de parecerem críticas. 
Pela falta de costume, soa impossível. Mas não é. Quando a gente dá um hard reset nesta forma padrão de pensar e que nos condiciona a agir. O autor lembra que a partir do momento que a gente passa a agir pautado pela compaixão em entender o outro, entendemos que não precisamos abrir mão das nossas necessidades. Ao ter respeito, a possibilidade de conseguir uma conciliação é muito maior.

A CNV incentiva as pessoas a usarem as “orelhas” do amor para entender as necessidades não satisfeitas das pessoas ao invés de exigências e cobranças. E que não significa ter que agradar aos outros, porque segundo ele quem opta por esta maneira de enxergar o mundo encontra e compreende as próprias emoções – a raiva, a dor, as insatisfações – e como manifestá-las, o que faz com que saiba o poder que tem sobre si mesmo. 
A escravidão emocional é a que está mais distante da CNV; é quando as pessoas pensam que têm que fazer tudo que os outros acham adequado, correto, normal. Essas pessoas passam a vida inteira pensando que têm que agradar aos outros e adivinhar o que acham adequado. É uma carga pesada. 
Os praticantes da CNV nunca querem a aprovação dos outros, nunca cedem esse poder nem querem que os outros lhes digam o que fazer. 
O autor ressalta que é a forma que ele encontrou de entrar em contato com a “Energia Divina”, uma forma de se doar em relação aos outros. Encontrar a gratidão e o caminho para melhorar a si mesmo e, por tabela, contribuir para um mundo com vidas mais enriquecidas. 
Amor não é negar a si mesmo e fazer tudo pelo outro. Em vez disso, é expressar com franqueza quais são nossos sentimentos e necessidades e receber com empatia os sentimentos e as necessidades do outro. Receber com empatia não significa que seja preciso concordar; significa apenas receber com exatidão o que é expresso pelo outro como uma dádiva de vida. Amar é exprimir com sinceridade nossas necessidades, mas isso não significa fazer exigências. 

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. É um assunto bem importante, nessa época de opiniões fortes e que ninguém mais discute amigavelmente, tudo vira briga.

    cobaiaamiga.com

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