domingo, abril 12, 2020

Ciao!

Disponível na Amazon 



Meu livro está uma explosão das cores dos post-its que usei para marcar todos os trechos que me interessaram. Se fosse citar tudo, este texto ficaria enorme.

Juro que tentarei ser sintética. O fato é que Brené Brown conversa muito bem tanto com a Roberta que fui e com a Roberta que estou me tornando.

A arte da imperfeição – Brené Brown – Sextante
(The gifts of imperfection - 2010)
“Conhecermos e compreendermos a nós mesmos é crucial, porém existe algo ainda mais importante para se levar uma vida plena: nos amarmos”. 
A sociedade atual faz com que a gente conviva com um ideal de perfeição. Na frase, a palavra mais importante é IDEAL. O problema é que a gente se submete a algo que não existe e que, sejamos sinceras, é impossível de ser alcançado.

Afinal de contas, o conceito de perfeição é relativo. O que é para um pode não ser para outro. Então, não há padrão. Não há consenso.

E mesmo assim, a gente está aí, tentando ser o que não é possível – seja por nossa própria iniciativa ou por influências alheias. E o resultado é que comprometemos nossa qualidade de vida, nossa saúde física e mental.

Ou seja, perfeccionismo não é legal. Precisamos saber lidar com isso. E não cair no canto da sereia dele. 
“Se você está pensando Que ótimo. Só preciso ser um super-herói para combater o perfeccionismo, eu compreendo. Coragem, compaixão e conexão soam como ideais grandiosos e elevados. Na realidade, elas são práticas do dia a dia que, quando suficientemente exercitadas se transformam em dádivas incríveis em nossa vida. E a boa notícia é que nossas vulnerabilidades são o que nos obriga a lançar mão delas. Por sermos humanos e tão lindamente imperfeitos, precisamos colocar em prática todos os dias. Desse modo, a coragem, a compaixão e a conexão tornam-se uma arte – a arte da imperfeição”. 
E aí, quando a vida nos dá uma porrada que nos leva a nocaute, a gente percebe que tentar ser e/ou fazer conta de que é perfeito não adiantou de coisa alguma? Talvez apenas para agravar a dor que a gente sente ao ver feridas expostas, escancaradas e sendo ainda mais machucadas.

Voltamos ao tema, pessoas perfeitas não tem fraquezas, nem brechas, nem rachaduras, são impecáveis, estão acima dos demais, normais, humanos.

Quantas vezes você não se cobrou por não ter algo que “outras pessoas na sua idade já têm” ou não ser tão bonita (o) como “fulana (o) é? Quantas vezes não sofreu porque estas comparações com gramas sempre mais verdes que a sua foram atiradas sem piedade nenhuma em você?

Precisamos aprender a ser compassivos conosco – e com as outras pessoas. Porque não adianta nada sair por aí agindo da forma como não gostamos que façam conosco. 
“Se examinarmos de perto a origem da palavra compaixão, como fizemos com coragem, veremos por que, tipicamente, a compaixão não é a nossa primeira reação ao sofrimento. A palavra deriva dos termos em latim pati e cum, que significam ‘sofrer junto’. Não creio que a compaixão seja a nossa resposta-padrão. Penso que nossa primeira reação à dor – nossa ou dos outros – é a autoproteção. Nós nos protegemos buscando alguém ou algo para culpar. Ou, às vezes, nos protegemos recorrendo à crítica ou entrando imediatamente no modo de corrigir o programa”. 
Quando a gente desce ou é derrubado deste pedestal, descobre que a nossa riqueza está em justamente ser imperfeito, em reconhecer e valorizar o que nos torna vulneráveis.

É o caminho para se tornar alguém mais completo, para enfrentar as marés altas e baixas da vida, ver em tudo um aprendizado e seguir em frente sem se cobrar por algo que não é possível ser.

Não é uma salvaguarda pra chutar o balde. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

É um processo. Uma caminhada. 
“Agora vejo que reconhecer nossa própria história e amar a nós mesmos ao longo desse processo é a coisa mais corajosa que podemos fazer”.
Neste livro, Brené compartilha coisas que aprendeu ao se debruçar sobre elas na vida e no trabalho. Como é importante refletir, se inspirar e agir – portanto, temos toda a liberdade de corrigir as nossas rotas neste percurso.

Podemos escapar das armadilhas em que caímos voluntariamente e buscar outras experiências de vida que vão nos tornar melhores para nós mesmos e para todos aqueles que convivem conosco. 

É um livro rápido e claro no que se propõe. Parece que Brené está conversando conosco, sem rodeios, algo que nos faz pisar no freio e falar: “peraí, por que eu estou fazendo isso comigo?”.
Assumir nossa história pode ser difícil, mas nem de longe é tão difícil quanto passarmos a vida fugindo dela. Aceitar nossas vulnerabilidades é arriscado, mas nem de longe é tão perigoso quanto desistir do amor, do pertencimento e da alegria – as experiências que mais nos tornam vulneráveis. Só quando tivermos coragem suficiente para explorar as trevas é que descobriremos o poder infinito da nossa luz”.
Não é fácil nem milagroso mudar algo a que fomos e estamos condicionados, mas sempre há a chance de começar e persistir. Basta a gente assumir a nossa imperfeição.


Arrivederci!!!

Beta

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