terça-feira, abril 14, 2020


Ciao!



Desculpe a minha pressa, mas a vida é uma só. E aprendi que guardar sentimentos e vontades intoxica até os corações mais calejados. 
As histórias têm início, meio e fim. É um ciclo da vida.
Felipe Rocha reflete sobre esta dinâmica e como podemos aprender com isso.

Nem todo amor tem um final feliz. E tá tudo bem – Felipe Rocha @tipobilhete – Astral Cultural
(2020)

São sete capítulos, que falam sobre as diferentes fases do amor, desde o enamoramento, passando pela paixão, pelo amor e pela mudança de sentimentos até o momento e que as histórias se separam.

Os textos são curtos, como se fossem flashes de momentos compartilhados a dois. O autor lembra desde o início até o que houve após. Rememora estes instantes, atribuindo significados e fazendo o possível pra valorizar – sem exageros bons e ruins – cada um. 
É tão incrível recordar o exato momento em que conhecemos alguém e lembrar de como não tínhamos ideia do quão importante essa pessoa seria em nossas vidas. 
Todo relacionamento é um encontro – de interesse, de atrações, de almas. É onde duas pessoas ganham sentido nas vidas umas das outras. É uma colisão de interesses, de sentimentos, de prioridades.

Às vezes tudo se encaixa, às vezes, há estranhamento; às vezes, não há nem lógica. Mas há uma ligação que faz funcionar, nem que seja por um breve momento que faz valer a pena. 
Mas o que eu sempre desejei foi poder ser eu, do jeito mais puro e real possível. Em todo tipo de relação, seja você. Não seja um personagem. O tempo passa e as mentiras são reveladas. E, cá entre nós, ninguém consegue interpretar o mesmo personagem para sempre. 
Entender como fugir da armadilha de fingir ser o que não é para chamar a atenção de uma pessoa especial.
E também não cair na esparrela de achar que há alguém perfeito e ideal para cada um. As histórias reais costumam ser marcadas pelas imperfeições que despertam o interesse de alguém.

É aprender a entender os próprios limites e os da outra pessoa. É como diz o poema: transformar a queda em passos de dança. Encontrar graça e afeto em um universo que tem elementos diferentes de tudo que se conhece até então. 
Entendi que o amor nem sempre tem um final feliz, mas a felicidade pode estar o ato de soltarmos as mãos para vivermos felizes, longe um do outro. 
Com muita sutileza, elenca momentos que tudo estava muito bem. E o incrível é que a gente, ao ler o livro, não percebe a virada de chave que indica a mudança dos ventos do relacionamento. Assim como na vida real, há histórias que encontram o seu final de forma natural.

Não significa que foram boas ou ruins. Apenas que foram - enquanto duraram.

Aí é novo aprendizado: o de fechar este livro e abrir outro, em branco, e ter coragem de recomeçar a escrever. Envolve perdão, envolve deixar ir embora, guardar o que realmente teve valor e seguir em frente.

Enfim, é um livro gostoso de ler. Tem grande virtude nos detalhes que ressoam – só de citar Jasmine e Aladdin me fez sentir tão acolhida – e se torna um ombro amigo que compreende quem lê.

Nos tempos atuais, é uma necessidade entender que a vida é um ciclo de começos e recomeços. E que só não podemos perder a fé que outros dias – outras pessoas e outras histórias – virão. 
Um dia iluminado sempre estará à sua espera. 

Arrivederci!!!

Beta

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