quarta-feira, abril 22, 2020

Ciao! 





Vocês não acharam que teria Abril Imperdível sem livro da Coleção Vaga-Lume, né?
E como é a comemoração dos 15 anos, nada melhor que vir com um clássico dos clássicos.

Sozinha no mundo – Marcos Rey – Coleção Vaga-Lume
(1984 Editora Ática)
Personagens: Maria Paula Ribeiro – a Pimpa e a oncinha Lila.

A adolescente Pimpa viu a vida virar do avesso durante uma viagem com a mãe de Serro Azul para São Paulo. Agora estava órfã e precisava procurar um parente do pai que a abandonara, o “tio” Leonel. No entanto, passa a ser perseguida por uma mulher que se diz assistente social. Sem confiar nela, foge. É uma jornada repleta de aventura, suspense, amigos, inimigos e reviravoltas.

Comentários:

“À garota agora só restavam a mala de viagem, a bolsa de dona Aurora com o dinheiro e Lila, a oncinha de pelúcia, cujos olhos fosforescentes brilhavam no escuro. Órfã de pai e mãe, só tinha um parente, “tio” Leonel – que nem tio era – e cujo endereço, em São Paulo, desconhecia”

- Após a mãe morrer no ônibus durante a viagem para São Paulo, Pimpa ficou à deriva, enquanto o juizado procurava por alguém que pudesse se responsabilizar definitivamente por ela. Foi acolhida por Berenice, incentivada pelo filho Noel. Eles estavam no ônibus e ajudaram a adolescente.

- O que prometia ser uma espera pela difícil localização do “tio” Leonel, a única pessoa que, bem ou mal, teve algum contato com a mãe dela, ganha contornos estranhos com a entrada em cena da assistente social. Uma mulher ríspida surge na casa de Berenice para levar Pimpa até o Juizado. A garota se assusta, faz as malas e foge.

- Sozinha – exceto pela companhia da sábia oncinha Lila -, Pimpa decide tentar encontrar “tio” Leonel por conta própria. Para isso, vai buscando todos os possíveis laços com ele – primeiro, é a mulher que recebia e remetia as cartas para a mãe dela.

- Só que não é fácil para ela, porque nada faz sentido e, quando a gente menos espera, a assistente social surge para acabar com o sossego da garota e fazê-la fugir de novo. E quando não é isso, é Pimpa tentando sobreviver na cidade grande, reencontrando aliados, se desencontrando deles, encontrando e perdendo pistas, se metendo em confusão ou tentando relaxar e passando sufoco. 

- Sou suspeita para falar, porque gosto do estilo dos livros do autor – e, neste caso, com referências ao cinema através do personagem Noel. Ele consegue nos manter nas mãos dele até montar todo o quebra-cabeças. Não é à toa que é um livro querido por muitas pessoas, o jeito de Marcos Rey contar a história faz que quem lê mais que imagine, esteja ao lado de Pimpa enquanto ela se vira para tentar localizar “tio” Leonel. E o final... Bem, melhor vocês lerem para descobrir.


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Olá!
    Os livros da Coleção Vaga-Lume têm esse poder e essa magia de nos cativar do começo ao fim da leitura deles. E mesmo já sendo livros mais antigos, sempre parecem ter sido escritos agora.
    Hoje eu terminei a leitura do livro Aventura no Império do Sol, de Sílvia Cintra Franco, e hoje mesmo vou começar a ler Um Inimigo em Cada Esquina, de Raul Drewnick. Depois e nesse ano, ainda pretendo ler O Jogo do Camaleão, de Marçal Aquino, e O Caso da Borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida.
    De Marcos Rey, autor do livro da postagem em questão, eu já li O Rapto do Garoto de Ouro. E já li outros livros da Coleção Vaga-Lume também, de outros autores. 🙂

    Um abraço.
    ~Cartas da Gleize. 💌

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