quarta-feira, julho 22, 2020

Ciao!!!!


Literatura de Mulherzinha é sobre romances, sobre comédias românticas, sobre biografias, sobre fantasias e ainda sobre livros acadêmicos – afinal de contas, todos nós temos gostos e interesses variados.

A professora doutora Aline Maia, de Juiz de Fora, está lançando o livro “Rabisca e Publica: Juventudes e Estratégias de Visibilidade Social e Midiática”, que pode ser comprado na Amazon.

A gente se conhece há um bom tempo, já trabalhamos juntas em rádio e em TV. E volta e meia, eu tive a honra de ser convidada para conversar com os alunos dela no curso de Jornalismo na Estácio.

Para comemorar, entre os dias 23 e 25 de julho haverá lives sobre os temas do livro no instagram @alinemaiajf.

“Rabisca e Publica” é o resultado da tese de doutorado dela, com apresentação da professora e pesquisadora brasileira Dr.ª Cláudia Pereira (PUC-Rio) e prefácio da estudiosa norte-americana Dr.ª Vicki Mayer (Tulane University). 

E o tema não poderia ser mais atual: coloca em discussão estratégias de visibilidade social e midiática a partir de práticas de comunicação empreendidas por jovens pretos e favelados.

No centro do debate, estão indivíduos que têm em comum a singularidade do corpo performático enquanto instrumento de reivindicação de voz: seja pela dança ou pela palavra falada, muitas vezes ultrapassando, pela mobilização cultural e artística, a geografia de suas cidades.

A obra traz a visão da autora sobre os comportamentos e práticas juvenis do Brasil e dos Estados Unidos com o desafio de permitir que os jovens observados mantenham o lugar de protagonistas do trabalho.

O leitor, a cada capítulo, é convidado a compreender a manifestação de indivíduos que percebem e assumem a relação social como uma experiência que passa pela via da sensibilidade. Transcende interações pessoais e apoiando-se, cada vez mais, no campo das possibilidades advindas da vida digital. 

Desta forma, há a busca por reconhecimento em um contexto de padrões institucionalizados de valoração sociocultural que fazem com que algumas pessoas se tornem invisíveis - por não responderem a modelos ideais de ser, ter, pertencer, comportar-se. 

Nessa composição, corpo e novas tecnologias firmam-se como elementos estratégicos na construção e proposição de (auto) representações entre juventudes.


Por seu conteúdo sensível e empático aos sujeitos juvenis que emprestam suas vivências às reflexões traçadas, contribui como fonte singular de informação e discernimento a todos que se interessam por histórias de pessoas que, assim como a autora, conseguiram vencer muitos obstáculos criados pelo preconceito e pela ordem estabelecida.

Na Academia ou nas comunidades, aqueles que se debruçarem sobre estas páginas serão convidados a abandonar pré-concepções e refletir sobre a pluralidade de juventudes pretas e faveladas.

Arrivederci!!!

Beta
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