segunda-feira, outubro 12, 2020

Ciao!

Eu adoro contos de fadas. E, provavelmente, se você já leu outros textos aqui no Literatura de Mulherzinha, sabe que eu tenho um carinho especial pela jornada do patinho feio. Na mesma época que pais se separaram, minha mãe me deu uma sacola com vários contos de fadas e tinha um livro com este conto.

Anos depois, uma inundação causada por uma vizinha destruiu alguns dos meus livros, inclusive estes contos de fadas que eu guardava para dar aos meus filhos.

Por isso, quando encontro uma edição interessante – como esta – compro para a minha coleção.

O patinho feio/The ugly duckling – Coleção Folha Contos e Fábulas Bilíngues vol. 6
(2020 – Empresa Folha da Manhã SA)

- Este livro que foi levado às bancas neste ano pela Folha de São Paulo tem capa dura, ilustrações bem atrativas e é em Português e em Inglês. E ainda vem com um código que, ao ser usado no site da coleção, libera o acesso ao audiolivro em Inglês e ao e-book. 

- É uma versão livremente adaptada do conto de Hans Christian Andersen. A mamãe Pata cuida de sete ovos, sendo que seis romperam ao mesmo tempo e o último, que era um pouco maior, demorou um pouco. Quando rompeu, nasceu um patinho diferente: ele era cinza ao contrário dos irmãozinhos amarelos.

- O patinho era amado pela mãe, mas maltratado pelos irmãos e pelos outros animais da fazenda. Até que um dia, ele foge. 


- Na jornada, é rejeitado por outros bichos por não ser o que esperavam dele: era feio demais, não colocava ovos, escapou de uma casa onde as crianças o assustaram, não era bonito como outras aves... Voou por muito tempo, até que um dia pousou perto de um lago. 

Quando olhou a água, que parecia um espelho, ele se viu pela primeira vez. Ele não era mais um patinho! Então compreendeu que nunca tinha sido feio, mas apenas diferente”.   

- O outro motivo desta história ser especial para mim é porque é algo com que nós podemos nos relacionar. Fala sobre o desejo de pertencimento, de se sentir aceito e de como somos influenciados pelo que os outros pensam de nós. Viram no trecho acima: o patinho nunca tinha se visto. Sempre foi definido pelo que os outros falavam. E quando ele se viu descobriu que era diferente, não era feio. 

- E não deixa de ser uma maldade, porque filhotes de cisnes são fofinhos. O problema era ele ser não ser como os outros. Muito incrível que algo que fui entender quando já estava mais velha – e na terapia – esteve debaixo do meu nariz a maior parte da minha vida. 

Portanto, é uma possibilidade de já ensinar para uma criança desde pequena a importância do amor-próprio saudável, de saber o próprio valor e de enfrentar o mundo quando tentar limitá-la em algum rótulo. Não precisamos ser o outro, apenas a melhor versão de nós mesmos. É uma lição que vale para as crianças de todas as idades.

Arrivederci!!!

Beta

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