domingo, abril 04, 2021

Ciao!



Reservei uma leitura especial para o Domingo de Páscoa. É a data mais importante para os cristãos, a celebração da Ressurreição de Jesus Cristo.

Mais que chocolates, é um momento para exercitarmos a fé, ainda mais em período em que ela é um suporte fundamental para prosseguirmos em meio a tormenta.                                                        

Confidências na fé: Conversas com grandes santos da Igreja – Renan II de Pinheiro e Pereira – Scala Editora
(2019)

Eu acredito que não há uma maneira padrão de experimentar a fé. Não adianta impor um formato, porque se trata da relação direta entre as pessoas e a forma como ela acredita em Deus.

No caso do Renan, a vivência dele é relacionada à Igreja Católica e, portanto, à convivência com os exemplos deixados pelos santos. A partir disso, ele escreveu cartas para 25 pessoas santificadas ou em processo de canonização e beatificação.

Estas conversas, Renan nos conta um pouco sobre as vidas de cada um deles e delas, quais dificuldades enfrentaram e como as enfrentaram, quais exemplos deixaram e o que aprendeu com cada um deles.

Posso dizer que, também por causa da minha vivência católica durante a infância até parte da vida adulta, conhecia a maioria deles – mais detalhes das biografias de alguns que outros. E cinco destas histórias – São Charles de Foucauld, G.K. Chesterton, Pier Giorgio Frassati, São Maximiliano Maria Kolbe, Santa Edith Stein – me foram apresentadas pelas confidências de Renan a eles.

Durante minha carreira jornalística, quando fazia matérias sobre celebrações religiosas – datas ou santos, sempre pedia ao entrevistado para relacionar de alguma forma com os desafios, dilemas e temores que enfrentamos atualmente. Este é o propósito, encontrar exemplos de como é possível lidar com a vida dentro de uma vivência de fé – e a partir deles construir a própria experiência.

A fé pode estar ligada a gestos grandiosos – um dos exemplos citados é o de Joana D’Arc, que liderou o exército da França – e, principalmente, a práticas cotidianas. Irmã Dulce e Madre Teresa trabalharam pelos os mais necessitados. Santa Rita, São Francisco e São Antônio viveram muito mais do que geralmente se fala e a gente conhece. A simplicidade e a intensidade de devoção vividas por Santa Teresa D’Ávila, Santa Cecília e Santa Teresinha. A caridade praticada por Nhá Chica, Pier Giorgio Frassati, Guido Schaeffer.

Todas estas histórias mostram que não há um modelo único de fé, mas que ela pode ser praticada e experimentada de várias formas. As confidências de Renan nos acalentam por isso, por nos mostrar como podemos ter a lealdade e a fidelidade de São José a Deus e a família e como encontrar coragem ao buscar consolo e, por que não?, colo com a Virgem Maria.

A palavra Páscoa vem do hebraico, Pesach, e significa passagem. Faz referência à jornada dos judeus fugindo do Egito até a terra prometida. Para os cristãos, é a referência à Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, onde o convite é para que a gente sempre tenha esperança – e aja para conquistar – uma vida nova.

Foi uma leitura que ressoou em mim, pela conversa que eu sempre tive com os santos que fizeram parte da minha vida. Santa Teresinha que o diga! Portanto, se for o seu caso, esta é uma sugestão de leitura para aquecer a sua vivência de fé.

- Links: site da editora; mais do Renan no Literatura de Mulherzinha.

 Arrivederci!!!

 Beta

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