domingo, abril 18, 2021

Ciao!!!


Um dos lançamentos de abril da Faro Editorial é de uma autora que me deixou uma excelente impressão: Fabíola Simões.

Neste mês, vamos conhecer Textos para acalmar tempestades. Por isso, eu a convidei para uma conversa e fiquei muito feliz quando ela aceitou. 

*** #LdMEntrevista: Fabíola Simões ****

1 – Como foi o último ano para você? Como conseguiu manter a inspiração – e a sanidade – em meio a essa situação que virou a vida de todo mundo do avesso?

FABÍOLA: O último ano foi um grande desafio. Mas, como todo desafio, a instabilidade, a impossibilidade de controlar as coisas e de fazer planos para o futuro fez com que tomássemos consciência de que havia chegado a hora de mudarmos nossa forma de agir e de reagir às situações.

Eu passei por fases de irritação, frustração, desesperança e desânimo, mas também tive momentos de muita fé, esperança e gratidão. Acho que todos os sentimentos ficaram mais exacerbados, latentes; e, ao mesmo tempo em que às vezes me faltava inspiração, em outros momentos a minha sensibilidade aguçada “pedia” para que eu escrevesse. Muitos textos do livro novo surgiram dessa forma, em que eu procurava acalmar minhas tempestades internas escrevendo.

A inspiração pode fugir em momentos difíceis, e eu respeito a aridez provocada pela desesperança. Porém, sei que é transitória. E a mesma dificuldade ou dor que faz a inspiração sumir, acaba trazendo-a de volta. E assim sigo, nunca desistindo de escrever e criar.

 

2 – Como é o seu processo de escrita? Eu sou extremamente prolixa, por isso te pergunto: quais os desafios de escrever contos/crônicas?

FABÍOLA: Eu sou mais inquieta que prolixa rsrs, e por isso escrever me ajuda a acalmar. Eu costumo escolher o tema que vou abordar a partir de alguma inquietação que me aflige, ou de alguma observação que me desacomoda. Às vezes assisto a um filme ou leio um livro e imediatamente me dá um click, sabe? A partir daí, a reflexão surge. Quando estamos abertos a escutar o que o mundo, ou o Universo tem a nos contar, ficamos mais atentos. E eu procuro não deixar as oportunidades passarem. Carrego comigo sempre um caderninho, e, se vem a inspiração, anoto. O maior desafio de escrever crônicas é a falta de inspiração, ou o cansaço mental. Nesses tempos difíceis que estamos vivendo, muitas vezes desanimei, pois são tantas notícias desoladoras, tanto caos, que de vez em quando a gente quer se desligar de tudo. Mas procuro vencer o desânimo através de leituras, séries na tevê, boas conversas (online atualmente) ou um cálice de vinho. Me reabasteço, e tento não perder o ritmo, a disciplina. 

3 – Como foi o contexto e o processo de criação de “Textos para acalmar tempestades”? Houve alguma curiosidade nos bastidores?

FABÍOLA: O contexto foi esse período difícil e desafiador que estamos vivendo. A minha sensação foi a de que o mundo estava (e está) atravessando uma grande tempestade, e quis explorar as fases de uma tempestade se aproximando, até a certeza de que vai passar. Assim, dividi o livro em 4 partes: Nuvens se formando, Chuva na vidraça, Tempestade e Calmaria.

O capítulo “Nuvens se formando” traz crônicas que falam sobre busca. Sobre encontrar um caminho de autoconhecimento e autoaceitação.

O capítulo “Chuva na vidraça” traz crônicas com a temática do encontro

O terceiro capítulo, “Tempestade”, traz crônicas que falam sobre a perda e a dor

E o último capítulo, “Calmaria”, fala de reencontro com o essencial

A maioria das crônicas desse livro traz alguma citação de clássicos da literatura. Essa foi uma forma de mostrar como a literatura tem esse poder de nos curar de alguma forma. A partir de alguma frase ou citação de um livro clássico, extraí uma reflexão. Esse é o poder da literatura. Trazer alento através de parágrafos recheados de significado.

 

4 – De que forma “Textos para acalmar tempestades” dialoga com seus livros anteriores, em especial “Deixei meu coração em modo avião”?

FABÍOLA: “Textos para acalmar tempestades” dialoga muito com “Deixei meu coração em modo avião” porque ambos traduzem minha busca pessoal (e acredito que a de muita gente) por autoconhecimento, aprofundamento nos mistérios da vida e da alma, superação de dores, ressignificação de lutos, descoberta do essencial. São livros que fogem da autoajuda clássica, pois têm linguagem poética, mas de alguma forma ajudam quem os lê.

 

5 – Como é a relação com os seus seguidores no @asomadetodososafetos? O quanto este contato mudou a sua vida?

FABÍOLA: Tenho um contato muito próximo com meus seguidores, principalmente no Instagram. Procuro responder a maioria dos directs, e fico muito feliz quando percebo que de alguma forma consegui ajudar alguém com minhas palavras. Recebo inúmeros feedbacks todos os dias, e isso me ajuda a ter certeza de que estou no caminho certo. Nunca esperei chegar onde cheguei, e tenho plena certeza de que se não fossem meus seguidores, eu não estaria aqui. Alguns são tão presentes em meu dia a dia que sinto falta quando não comentam alguma coisa ou não me dão um bom dia logo cedo.

 

6 – Quais os seus próximos passos após o lançamento de “Textos para acalmar tempestades”? Já está pensando em novos projetos?

FABÍOLA: No momento estou envolvida com o lançamento e divulgação de “Textos para acalmar tempestades”, desejando que muitas pessoas se identifiquem e se envolvam com o livro como eu me envolvi ao escrevê-lo.

Um dos próximos projetos será o relançamento do meu primeiro livro: “A Soma de todos os Afetos” pela Faro Editorial. Estou muito feliz com essa nova edição, pois foi o livro que me lançou como cronista, e que dá nome ao meu blog. Muitas pessoas me pedem esse livro, e a primeira edição esgotou. Agora faremos uma nova edição, com a cara dos livros da Faro, que tem edições super caprichadas. Deve ser relançado ainda esse ano.

Também continuo escrevendo no blog, e com ideias para um próximo livro inédito.

 

7 – E qual a mensagem que você gostaria de deixar a quem visita o Literatura de Mulherzinha?

FABÍOLA: A todos os leitores do “Literatura de Mulherzinha”, deixo um grande beijo e um enorme agradecimento por chegarem até aqui na entrevista. Espero que gostem da proposta do livro “Textos para acalmar tempestades”, e que, de alguma forma, sejam tocados pelas minhas palavras! Muito obrigada pelo carinho!!!!

 

Arrivederci!!!

Beta

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