domingo, maio 16, 2021

Ciao! 

Disponível na Amazon  e no Magazine Luiza  

Este livro comigo foi um caso de amor à primeira vez que li o título. Não sei o motivo, mas me despertou uma sensação agradável de calmaria no meio do caos.

Depois confirmei isso ao ler o que Fabíola Simões escreveu. 

Textos para acalmar tempestades – Fabíola Simões – Faro Editorial
(2021) 

Tudo passa. O que permanece é aquilo que conseguimos ressignificar a partir da experiência do amor, da dor, da perda, do arrebatamento, do enfrentamento. E é esse novo sentido que irá nos curar e enriquecer nossa experiência de estar vivos, permanecendo para sempre conosco como um lembrete de que nossa alma foi tocada”. 

Durante o Abril Imperdível, eu tive a chance de conversar com a Fabíola sobre o processo que levou à escrita deste livro e os próximos planos dela (se perdeu, leia o LdM Entrevista). Depois de ler, fiquei com um livro todo colorido, porque usei os post-its para marcar os trechos de que gostei. 

Ela dividiu os textos em quatro partes: Nuvens se formando, que é o início da jornada rumo ao nosso próprio mistério; Chuva no telhado, o momento do encontro do amor romântico; Tempestade, a parte sobre a dor da perda, do desencontro e a angústia do apego e, enfim, Calmaria, a fase da cura e do reencontro consigo mesmo. 

Dificilmente esta trajetória será em linha reta e com ventos a favor. Haverá curvas, subidas, descidas, momentos mais tensos e outros mais tranquilos. Há etapas onde haverá companhia e conversas e outras onde a pessoa estará em silêncio externamente e em diálogo constante consigo mesma. 

Algumas vezes, não percebemos como fomos parar no meio de um caminho confuso, cheio de encruzilhadas, com setas indicando opções em todas as direções. Nesses momentos, se pergunte qual travessia tem um coração. Feche os olhos, silencie, se pegue pela mão e, mesmo contrariando a razão e longe de qualquer opinião, descubra qual direção te aproxima da sua verdade. Aquela verdade tão sua que, mesmo significando muita luta e dificuldade, te trará paz e brilho no olhar. Assim, quando tudo parecer confuso, não hesite em se perguntar: esse caminho, mesmo sendo um salto no escuro, tem um coração?  

Em todos eles há citações a diferentes livros, filmes, séries e músicas que dialogam com o tema proposto pela autora. Charles Dieckens, Joseph Campbell, Bruce Springteen, Clarice Lispector, Carlos Castañeda, Hermann Hesse, Leonard Mlodinow, Jung, F. Scott Fitzgerald, Isabel Allende, David Nicolls, Jane Austen, e tantos outros tem obras contextualizadas em um novo olhar que pode dialogar diretamente com a gente que está lendo. 

Fala sobre amor, sonhos, insistência, persistência, orgulho ferido, ter medo, ter coragem, aprender a se desnudar emocionalmente e lidar com as consequências, dar-se tempo e entender o que a intuição e a vida nos ensinam. Sobre saber se encantar, mas buscar viver. Entender que não há nada perfeitinho e que as arestas trazem consigo a originalidade - aquilo que nos torna únicos. 

“A gente precisa aprender a dar espaço para as coisas acontecerem. Fazer a nossa parte e depois sossegar a mente e o coração. Nem tudo está sob nosso controle, e interferir naquilo que não está sob nosso domínio pode atrapalhar os cursos das coisas. Solte, deixe ir, dê espaço para Deus agir”.

“A gente exige demais da vida. Projeta demais, espera demais, cria expectativas demais. Mas a vida é imperfeita. As pessoas são imperfeitas. A realidade é imperfeita. E isso tem que bastar. Isso tem que ser suficiente, pois, do contrário, viveremos sempre de buscas e nunca seremos gratos por completar a travessia”. 

Ela também destaca, com a doçura e a firmeza necessárias, que a gente não pode terceirizar a nossa vida e a nossa felicidade a outros. E nem deixar de assumir as rédeas das nossas decisões. A cura não vem de fora, por um milagre. 

Surge de dentro, a partir do próprio conhecimento. 

Quando a gente se olha, sem todas as máscaras e fachadas que usamos, encontramos o nosso melhor e nosso pior. E quando a gente se entende e busca aperfeiçoar o que nos atrapalha, a nossa verdade ganha espaço para brilhar. A bonança depois da tempestade, de forma metafórica é isso: quem não quer ser a melhor versão de si mesma?    

Que eu descubra a minha verdade mais honesta, aquela que me escapa e se esconde até mesmo de mim, aquela que me diz coisas quando cessa o barulho do mundo, aquela que está no fundo dos olhos castanhos que diariamente me encaram no espelho. Que eu descubra e não traia essa verdade pela culpa ou pelo medo de ser feliz”. 

- Links: Goodreads autora; site da autora; Skoob; mais dela no Literatura de Mulherzinha 

Arrivederci!!! 

Beta

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