quarta-feira, junho 09, 2021

Ciao!


Disponível na Amazon 


Mais um concluído da Meta de Leitura  

Um livro falando sobre Loki não é novidade no Literatura de Mulherzinha: tem de romance histórico que cita o deus da trapaça, séries que falta um e que faltam dois para eu terminar de ler. E tem as obras de Neil Gaiman e Joanne M. Harris, que são mais ligados à Mitologia Nórdica. Ah, claro, tem também o livro oficial do filme Thor Ragnarok. 

Este livro de hoje traz as consequências de um dilema: como alguém – mesmo sendo um deus – pode mudar o próprio destino? Será que consegue quebrar as expectativas? Ou no fim, já estava escrito como seria?

Loki: Onde mora a trapaça – Mackenzi Lee – Editora Excelsior 
(Loki: Where Mischief Lies - 2019) 
Personagens: Loki, Thor, Odin, Frigga, Amora 

Um presságio não muito bom interrompeu o Banquete Real de Gullveig, quando Odin, auxiliado pela feiticeira Karnilla, olhou no Espelho do Olho de Deus e viu algo de que não gostou. Os jovens príncipes Loki e Thor descobriram que a visão tinha a ver com um dos dois liderando um exército bem específico contra Asgard. Nunca antes o Espelho do Olho de Deus errou em uma mensagem. Será que Loki conseguiria atingir as próprias expectativas e quebrar o que todo mundo, principalmente a família, esperava dele? 

Comentários: 

É claro que Thor acreditava que estaria do lado certo quando o fim do mundo chegasse. É claro que seria ele a liderar as forças do bem de Asgard. O irmão de Loki nasceu para ser rei – toda a corte sabia disso. Qualquer pessoa que olhasse para ele saberia. Os deuses não poderiam ter esculpido um modelo mais óbvio de realeza do que Thor – loiro e musculoso e rápido e forte sem nem tentar. Loki era formado pelos restos dessa silhueta, a parte que era descartada no chão da oficina para ser varrida e jogada no fogo – magro e pálido, com um nariz torto e cabelos negros que caíam escorridos no pescoço, onde se curvavam em uma ponta feia. Enquanto a pele de Thor se tornava bronzeada sob o sol parecendo uma armadura, a de Loki era pálida como leite e azedava tão fácil quanto”. 

- A jornada criada por Mackenzi Lee aborda a juventude de Loki, quando ele ainda não conseguia dominar os poderes e se sentia marginalizado por ser um feiticeiro e não um guerreiro admirado pelos asgardianos. Ele compete com Thor para ser escolhido como o sucessor de Odin. No entanto, nada que ele faça causa a mesma reação empolgada que o pai tem com as façanhas do irmão. 

- Ao confirmar que ele era o traidor que apareceu para Odin no Espelho do Olho de Deus, Loki desencadeou um sério problema que levou ao exílio de Amora, a feiticeira em treinamento e única pessoa que o entendia. Mesmo ciente da desconfiança, ele insiste em seguir com a meta de ser o próximo rei. 

A única coisa que sabia com certeza era que ele era poderoso. 

Poderoso o bastante para acabar com o mundo”. 

- É incrível como Loki consegue parecer frio, mas ser tão passional que isso o leva a ser precipitado e cometer falhas. No desespero e na necessidade de ganhar o reconhecimento de seus pares, quanto mais ele tenta ser melhor que Thor, mais ele perde na comparação. Até porque a preferência de Odin e de toda Asgard era escancarada. Esperavam o melhor de Thor e tinham certeza de que Loki só faria o pior em qualquer coisa. A gente percebe a raiva, a inveja, o complexo de inferioridade se acumulando e intui que em algum momento isso vai estourar. 

- Vivendo para tentar atender às próprias expectativas e reverter o que os outros pensavam dele, Loki termina enviado por Odin para Midgard para investigar crimes sem causas humanamente possíveis, ao lado dos integrantes da Sociedade SHARP, na Londres do século 19. Estava cercado de humanos, que ele desprezava, em um planeta onde a magia não conseguia sobreviver muito tempo, sem poder voltar para Asgard onde realmente gostaria de estar. Fazendo algo realmente de um príncipe: investigando o paradeiro das poderosas Pedras Norm que foram furtadas da feiticeira de Asgard. 

- O período que passa na Terra começa a se tornar interessante para Loki quando ele percebe quem pode estar por trás dos crimes. Ele percebe na convivência com os integrantes da SHARP que existem diferentes formas de alguém ser excluído por quem tem poder nas mãos. Em uma jornada para fazer convergir diferentes interesses com as expectativas, em um jogo sobre poder, herança, pertencimento, realização pessoal, em provar-se digno de algo. Só que estamos falando de Loki, então sigam um conselho bom aqui de Minas Gerais: desconfiem sempre. 

- Links: Goodreads livro e autora; site da autora; Skoob; mais dela no Literatura de Mulherzinha 

Arrivederci!!! 

Beta

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