sábado, junho 19, 2021

Ciao!

 

Disponível na Amazon 

Gente, é um livro que se firma em dois extremos: detestei Zac, mas adorei Sally. Aliás, deveria haver mais protagonistas como Sally. Para manter a tradição, um selo é necessário: 

  

Seu amante, seu desafio – Jacqueline Baird – Paixão 180 
(Untamed Italian, Blackmailed Innocent - 2010) 
Personagens: Salmacis “Sally” Paxton e Zac Delucca 

Sally tinha muitas preocupações em mente e ganhou, sem querer, mais uma ao visitar o pai no emprego para cobrar o mínimo respeito com a mãe. O problema é que o novo dono da empresa Zac Delucca a viu e desejou, e não lidou bem com o fato de ela não ter nem demonstrar o melhor interesse nele. Só que o pai de Sally desviou dinheiro da firma e agora, para salvá-lo da prisão ela teria que ser “gentil”. E Zac Delucca só tinha um tipo de gentileza em mente: levá-la para a cama o quanto antes. 

Comentários: 

- Zac Delucca tem convicções de que é um presente dos deuses na terra. Só se for dos deuses troianos. Ele ficou indignado porque Sally não deu a mínima, não fez esforço para agradá-lo, não gostou de receber as atenções dele e não quis ir para cama imediatamente e desfrutar de tamanha perfeição masculina. Não adiantou nada que ele fez, porque ela demonstrou claramente que ele não a interessava. 

- Isso feriu o orgulho dele, afinal de contas, não acreditou que Sally o ignorava de propósito. Mesmo considerando que era uma tática de uma garota interesseira, ele foi invasivo, autoritário e agia como se tivesse algum direito de comandar a vida dela. Não adiantou Sally impor limites. Ele transpôs todos, afinal de contas, sempre conseguia o que/quem queria. 

- Sally tinha uma prioridade na vida: a saúde da mãe. Para isso, era obrigada a conversar com o pai, que era um egoísta, egocêntrico, infiel e só aumentava o sofrimento da esposa. Ao ser pressionada pelo pai a ser “gentil” com Zac, que não hesitou em fazer o que ELE tanto queria. Mesmo ela dizendo com todas as letras que não tinha a menor vontade em ajudar o pai, ele teve a audácia de usar a situação da mãe dela para pressioná-la a ser “gentil”. 

- Embora Sally consinta, eu me ressinto das condições que a levaram a consentir. Afinal de contas, na maior parte da trama, ela nunca foi a prioridade – ao contrário, tudo tinha que ser conforme os desejos e vontades de Zac. Ele não gostava do amigo dela, desconfiou das intenções do chefe dela, passou a reclamar do emprego dela. Pensou que a resistência dela era para levá-lo a propor casamento. Teve ciúmes de possíveis amantes anteriores. Queria que ela fosse para o apartamento dele por “segurança” (na minha modesta opinião, uma estratégia para controlá-la). Ele tirava conclusões – fonte: o ego dele – e agia como se ela tivesse que dar graças a Deus porque ele a desejava. Posso te garantir que ele vai irritar quem lê até praticamente o último minuto, mas não vou contar como. Vocês vão ter que ler para saber. 

- Sally, pelo menos, não perdeu chance de esfregar na cara dele as razões que a levaram a ser “gentil”, que não dependia do pai, não tinha interesse em ser mantida nem em ter uma vida de luxo propiciada por ele. E não hesitou responder com um tabefe – não concordo com violência, mas Zac merecia muitas kabongadas. 

- O final, vocês já podem prever qual será. O acerto de contas foi bem interessante, com Zac primeiro exigindo o que não deve e se confrontando com a disposição de Sally em não ceder. Aí ele resolve abrir o coração (ou talvez “se fazer de coitadinho”). Os motivos dele estão longe de serem suficientes para mim, mas eu não sou a protagonista desta história, graças a Deus. Ela ainda apresenta uns bons argumentos, mas a história vai terminar como vocês imaginam, então, paciência. 

- Links: Goodreads livro e autora; Skoob; mais dela no Literatura de Mulherzinha. 

Arrivederci!!!

Beta

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